Fonte: Redação
O reajuste dos preços de medicamentos deve ser realizado em três níveis, fazendo com que parte do mercado tenha uma correção abaixo da inflação acumulada. Essa é a primeira vez desde 2021 que o reajuste fica abaixo da inflação. A estimativa de cálculo foi possível devido ao recente anúncio pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED) sobre o Fator de Produtividade da fórmula, definido em 2,459%. Para saber precisamente as faixas de reajuste, a CMED ainda precisa divulgar o Fator Y, e o IBGE deve anunciar o IPCA de fevereiro, em meados de março.
A recomposição anual da tabela de Preços Máximos ao Consumidor (PMC) de medicamentos é calculada pela seguinte fórmula, definida pela CMED: Índice de reajuste = IPCA – X + Y + Z.
O Sindusfarma esclarece que o principal fator da fórmula é a inflação (IPCA), da qual é descontada a produtividade da indústria farmacêutica (Fator X) e à qual são somados os custos de produção não captados pelo IPCA, como variação cambial, tarifas de eletricidade e variação de preços de insumos (Fator Y).
Além disso, o sindicato informa que, para promover a concorrência nos diversos segmentos do mercado de medicamentos, a CMED criou o fator Z, que reduz progressivamente o desconto da produtividade, estabelecendo, em princípio, três índices de recomposição de preços, segundo os níveis de concentração de mercado. São eles: [Nível 1] mais competitivo (sem desconto do Fator X); [Nível 2] moderadamente concentrado (desconto de 50% do Fator X); [Nível 3] muito concentrado (desconto integral do Fator X).
Caso não ocorra nenhum atraso, o mercado conhecerá os índices de reajuste em março, com aplicação a partir de abril.

