Fonte: Redação
Um relatório elaborado pelo professor Adriano Massuda, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em parceria com a Escola de Economia de Londres, apresenta mais de 40 recomendações de política públicas para melhorar a saúde da população no pós-pandemia de COVID-19. Foram abordados temas como governança, financiamento, força de trabalho, medicamentos e tecnologia, prestação de serviços, sustentabilidade ambiental, saúde da população e determinantes sociais.
O trabalho integra a “Parceria para Sustentabilidade e Resiliência do Sistema de Saúde”, com apoio AstraZeneca, Philips e KPMG, e teve o lançamento oficial realizado em Brasília, na Embaixada do Reino Unido. Na ocasião, estiveram presentes lideranças políticas, imprensa, profissionais e gestores em saúde, incluindo dois ex-ministros de Saúde, Nelson Teich e José Gomes Temporão.
A iniciativa já resultou em 17 relatórios em diferentes países, servindo de base para que governos aperfeiçoassem iniciativas em saúde pública para as populações locais. Alemanha e Japão são exemplos de países beneficiados pela iniciativa. Outros 10 relatórios estão em produção.
Quanto ao relatório brasileiro, foram apontados pontos fortes e fraquezas do SUS, com base nos temas citados. Entre as questões a serem trabalhadas, o texto cita falta de iniciativas contra mudanças climáticas, falta de leitos de UTI e pouca digitalização na saúde, de modo geral.
Entre as recomendações, destaque para a necessidade de aumentar o financiamento da saúde, com mais recursos ao SUS. A ampliação no orçamento, segundo o relatório, deve alcançar até 6% em 10 anos, com recursos provenientes, por exemplo, da tributação de produtos nocivos à saúde, como tabaco, álcool e açúcar.
Veja o sumário executivo aqui.

