<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>luto - NuOn Health</title>
	<atom:link href="https://nuonhealth.com.br/tag/luto/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://nuonhealth.com.br</link>
	<description>Consultoria &#38; Acesso em Saúde</description>
	<lastBuildDate>Sun, 10 Nov 2024 23:30:06 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	

<image>
	<url>https://nuonhealth.com.br/wp-content/uploads/2022/10/cropped-Favicon_NuOn-32x32.png</url>
	<title>luto - NuOn Health</title>
	<link>https://nuonhealth.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Startups de IA oferecem ‘contato’ com pessoas mortas</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/startups-de-ia-oferecem-contato-com-pessoas-mortas/</link>
					<comments>https://nuonhealth.com.br/startups-de-ia-oferecem-contato-com-pessoas-mortas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Nov 2024 23:30:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[luto]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://nuonhealth.com.br/?p=14345</guid>

					<description><![CDATA[<p>Fonte: Agência Estado Durante o pré-natal, Martha pede um minuto para a enfermeira, saca um smartphone da bolsa e começa a gravar o coraçãozinho do bebê. Terminado o exame, a primeira coisa que faz é compartilhar o áudio com o pai da criança, Ash. “É tão rápido, não é?”, espanta-se o rapaz. Martha está tão [&#8230;]</p>
<p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/startups-de-ia-oferecem-contato-com-pessoas-mortas/">Startups de IA oferecem ‘contato’ com pessoas mortas</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Agência Estado</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o pré-natal, Martha pede um minuto para a enfermeira, saca um smartphone da bolsa e começa a gravar o coraçãozinho do bebê. Terminado o exame, a primeira coisa que faz é compartilhar o áudio com o pai da criança, Ash. “É tão rápido, não é?”, espanta-se o rapaz. Martha está tão eufórica que deixa o celular cair no chão. E cai no choro quando ele se espatifa. Ao chegar em casa, tão logo o aparelho volta a funcionar, pede desculpas ao namorado: “Derrubei você…”, choraminga. “Está tudo bem. Não vou a lugar nenhum”, responde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cena acima é do episódio&nbsp;Volto Já&nbsp;(Be Right Back, no original), o primeiro da segunda temporada de&nbsp;Black Mirror, exibida em 2013. Escrita por Charlie Brooker, o criador da série britânica de ficção científica, a história antecipa a chamada tecnologia do luto, quando os vivos recorrem à&nbsp;inteligência artificial (IA)&nbsp;para interagir com os mortos. Não parece, mas Ash, o namorado de Martha, morreu semanas antes do exame pré-natal, em um acidente de carro. E ela, por indicação de uma amiga, decidiu “ressuscitá-lo” digitalmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A tecnociência atual é impulsionada não tanto para melhorar as condições da vida humana, mas para ultrapassar os limites da vida humana. No Ocidente, temos dificuldade para lidar com a finitude”, afirma Maria Cristina Franco Ferraz, doutora em Filosofia pela Universidade de Paris I-Sorbonne e coautora do livro&nbsp;Para Além de Black Mirror – Estilhaços Distópicos do Presente&nbsp;(N-1, 2020). “Perdas e mortes fazem parte da experiência humana”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos Estados Unidos, já existem startups de IA que, a exemplo daquela retratada em&nbsp;Black Mirror, têm a proposta de ajudar os usuários a lidar com a morte de amigos e familiares. A StoryFile, com sede em Los Angeles, na Califórnia, é uma delas. Quem&nbsp;acessa seu site&nbsp;dá de cara com o simpático ator canadense William Shatner, de 93 anos. Por ocasião de seu aniversário de 90 anos, o eterno capitão James Kirk da franquia&nbsp;Jornada nas Estrelas&nbsp;(Star Trek)&nbsp;passou quatro dias na sede da empresa respondendo a mais de 600 perguntas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, qualquer fã do ator pode perguntar o que quiser ao avatar dele. Quando Shatner partir (toc-toc-toc), seus netos poderão “interagir” com o avô através de bate-papos virtuais. “Uma ótima história pode responder a centenas de perguntas”, explica Valorie Jones, diretora de tecnologia da StoryFile.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tudo começou, ela conta, em 2010, quando trabalhava no Instituto de Tecnologias Criativas da Universidade do Sul da Califórnia (USC) e foi apresentada à Fundação Shoah, fundada pelo cineasta&nbsp;Steven Spielberg&nbsp;em 1994 para coletar testemunhos de sobreviventes do&nbsp;Holocausto. Logo, ela teve a ideia de registrar esses depoimentos em vídeo e, em seguida, disponibilizá-los para museus do país inteiro. Sete anos depois, fundou a StoryFile.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Clonar sua avó é fácil. Já existe tecnologia para recriar tanto a sua voz quanto a sua aparência. Difícil é convencer as pessoas a dedicar algumas horas do dia para se conectar com entes queridos enquanto eles ainda estão vivos”, avisa. “Amanhã, pode ser tarde demais”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda não existem no Brasil startups como StoryFile, HereAfter AI e You, Only Virtual que, através de mensagens de texto, chamadas de vídeo ou interações holográficas, ajudam os que ficaram a dar um último adeus para os que partiram. Mas, se existissem,&nbsp;Lucinha Araújo, de 88 anos, não sabe dizer se contrataria os serviços delas para matar as saudades do marido, o produtor musical João Araújo (1935-2013), e do filho, o cantor e compositor Agenor de Miranda Araújo Neto (1958-1990), o&nbsp;Cazuza.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não há inteligência artificial que seja capaz de superar a perda de um marido ou de um filho”, garante a fundadora da Sociedade Viva Cazuza. “O luto existe e, por mais doloroso que seja, é preciso enfrentá-lo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, um dos primeiros livros a refletir sobre o tema é&nbsp;Legado Digital – Viver, Morrer e Enlutar na Era Digital&nbsp;(Appris, 2023). Sua autora, a psicóloga clínica Nazaré Jacobucci, mestre em&nbsp;Cuidados Paliativos&nbsp;pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, explica que o luto não é um obstáculo a ser superado e, sim, uma experiência a ser vivida. E que, mais cedo ou mais tarde, todos nós, sem exceção, teremos de vivê-lo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por essa razão, ela pondera que, se o enlutado recorre a uma interação virtual qualquer, é porque ainda não assimilou sua perda. “Por mais difícil que seja, disfarçar ou tentar alterar o vazio deixado pela ausência física de quem se ama pode ser perigoso porque adia o enfrentamento de algo inevitável: a morte”, adverte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas em luto admitem que o recurso até pode ser benéfico em casos específicos de morte repentina ou violenta, mas ressaltam: com o devido suporte psicológico e por pouco tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando perdemos alguém que amamos, aprendemos a conjugar o tempo no passado, presente e futuro. O que temos visto em relação à IA é que essa conjugação deixa de existir”, alerta a psicóloga Maria Helena Franco, coordenadora do Laboratório de Estudos e Intervenções sobre o Luto (LELU), da&nbsp;Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), e diretora científica da Associação Brasileira Multiprofissional sobre o Luto (ABMLuto). “O luto só é saudável quando o enlutado vive a perda, mas segue adiante. Movimento, sim; estagnação, nunca!”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A psicóloga Maria Júlia Kovács, coordenadora do Laboratório de Estudos Sobre a Morte (LEM), do Instituto de Psicologia da&nbsp;Universidade de São Paulo (USP), concorda com Nazaré quando diz que o luto não se supera nunca. Na melhor das hipóteses, aprende-se a aceitá-lo ou a conviver com ele. E faz uma consideração importante: o luto é um processo individual. Não existe o jeito certo ou errado de vivê-lo. Cada um tem o seu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Por mais fiel que seja ao original, o simulacro será sempre um simulacro. Não é, nem nunca será, a pessoa amada que se foi”, alerta Maria Júlia. “Se causar dependência emocional, pode causar sofrimento em vez de trazer alívio.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A psicóloga clínica Mariana Magalhães, uma das organizadoras do livro&nbsp;Lutos&nbsp;(Summus, 2024), que ouviu o relato de enlutados famosos como o cantor&nbsp;Gilberto Gil, a médica&nbsp;Margareth Dalcolmo&nbsp;e a vereadora&nbsp;Mônica Benício, chama a atenção para o perigo do uso da IA – seja em episódios de luto ou não.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela cita o caso de um adolescente que tirou a própria vida nos Estados Unidos depois de se apegar emocionalmente a uma personagem da série&nbsp;Game of Thrones, Daenerys Targaryen, recriada por IA. Apaixonado por “Dany”, como chamava carinhosamente o chatbot, o jovem parou de jogar basquete ou de assistir à Fórmula 1. Sua mãe processou a startup&nbsp;Character.AI&nbsp;por homicídio culposo e negligência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O uso de uma tecnologia que cria a falsa sensação de que se está em contato com alguém que morreu me parece bastante delicado. A interação não ocorre com a pessoa que morreu, mas com uma máquina que reproduz seu comportamento. Não há como controlar, por exemplo, o que será dito por essa máquina”, ressalta Mariana. “Há outros problemas, como reproduzir falas e imagens sem o consentimento de quem morreu”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Presidente da Associação Brasileira dos Sobreviventes Enlutados por&nbsp;Suicídio&nbsp;(Abrases), Terezinha Guedes Máximo reconhece que, no curto prazo, interagir com a versão digital de quem morreu pode até parecer benéfico – afinal, oferece uma sensação temporária de conforto. Mas, no longo prazo, pode dificultar o enfrentamento da realidade e trazer prejuízos à saúde mental.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não acredito que a IA possa resolver assuntos pendentes. Quando uma pessoa morre, leva consigo respostas, segredos e projetos”, afirma. “No caso do suicídio, uma das perguntas mais recorrentes é: ‘Por que aquilo aconteceu?’. A IA pode até sugerir hipóteses, mas nunca vai apresentar soluções”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No futuro, interagir com o avatar de quem partiu pode ajudar quem ficou a aceitar sua perda e a viver seu luto. Por enquanto, nada melhor do que levar flores ao túmulo, ouvir sua música favorita ou rever fotos antigas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Não querer sentir dor ou sofrimento é algo próprio do ser humano. Não seria diferente quando se perde alguém”, observa a psicóloga Samantha Mucci, coordenadora do Programa de Acolhimento ao Luto (Proalu), do Departamento de Psiquiatria da&nbsp;Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “O importante é não julgar. Em vez de julgamento, o enlutado precisa de acolhimento. Vamos demonstrar que não está sozinho.”</p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/startups-de-ia-oferecem-contato-com-pessoas-mortas/">Startups de IA oferecem ‘contato’ com pessoas mortas</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://nuonhealth.com.br/startups-de-ia-oferecem-contato-com-pessoas-mortas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
