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	<title>Saúde - NuOn Health</title>
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	<description>Consultoria &#38; Acesso em Saúde</description>
	<lastBuildDate>Mon, 02 Jun 2025 12:12:50 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Saúde - NuOn Health</title>
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	<item>
		<title>CNPC e Interfarma lançam cartilha sobre falsificação de medicamentos</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/cnpc-e-interfarma-lancam-cartilha-sobre-falsificacao-de-medicamentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jun 2025 21:05:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Interfarma]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Redação / Foto: iStock A falsificação de medicamentos é um problema crescente que afeta diretamente a segurança dos pacientes e o funcionamento do sistema de saúde no Brasil. A prática envolve a produção e a comercialização de produtos que não seguem os padrões de qualidade exigidos, podendo comprometer a eficácia dos tratamentos, agravar quadros [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Redação / Foto: iStock</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A falsificação de medicamentos é um problema crescente que afeta diretamente a segurança dos pacientes e o funcionamento do sistema de saúde no Brasil. A prática envolve a produção e a comercialização de produtos que não seguem os padrões de qualidade exigidos, podendo comprometer a eficácia dos tratamentos, agravar quadros clínicos ou mesmo provocar reações adversas graves. Além dos prejuízos à saúde, esse mercado ilegal movimenta bilhões de reais e está diretamente ligado ao financiamento de atividades criminosas, como o tráfico de drogas e outros ilícitos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Lançada com o apoio da Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa), em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP), a cartilha “Falsificação de Medicamentos – Cartilha de Conscientização aos Consumidores” reúne informações essenciais sobre os riscos e os impactos da falsificação de medicamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O lançamento desta cartilha sobre falsificação de medicamentos reforça o compromisso do CNCP com a proteção da saúde e da segurança do consumidor. A falsificação de medicamentos é um crime grave, que coloca vidas em risco, compromete tratamentos e enfraquece a economia formal. Esta é uma ferramenta de orientação e de prevenção, que visa alertar a população, fortalecer a atuação dos órgãos competentes e estimular denúncias. Proteger o consumidor é uma missão de todos e a informação é essencial nesse enfrentamento”, ressalta o secretário-executivo do CNCP, Andrey Correa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Panorama sobre a falsificação de medicamentos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A publicação mostra, por exemplo, que segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), um em cada dez medicamentos comercializados em países de baixa e média renda é falsificado ou de baixa qualidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A situação se agrava com a proliferação de vendas em canais digitais não autorizados, como redes sociais e sites sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), prática proibida pela RDC nº 44/2009.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Produtos ilegais imitam embalagens originais, mas não oferecem qualquer garantia de qualidade. Podem estar vencidos, adulterados ou conter substâncias tóxicas, e não produzem o efeito terapêutico esperado”, explica Renato Porto, presidente-executivo da Interfarma. “Ao comprar um produto fora de farmácias autorizadas, o consumidor se expõe a riscos sérios à saúde e, muitas vezes, sem saber, está financiando organizações criminosas que atuam em diversas frentes ilegais”, complementa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O impacto econômico também é expressivo. A comercialização de medicamentos falsificados prejudica a arrecadação de impostos e sobrecarrega o sistema público de saúde, ao demandar atendimento para complicações evitáveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Sinais de alerta</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A cartilha também orienta os consumidores sobre sinais de alerta: erros de ortografia na embalagem, lacres rompidos e selos de segurança violados, preços muito abaixo dos praticados no mercado e códigos de lote ilegíveis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Destaca ainda a tinta reativa presente em alguns medicamentos legítimos, que revela a palavra “Qualidade” ao ser friccionada com uma moeda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outra medida importante de verificação é a conferência do registro do medicamento no site da Anvisa, em que o número do lote e a data de validade devem coincidir com os dados impressos na embalagem.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o secretário Andrey Correa, além da conscientização dos consumidores, o combate à falsificação deve envolver ações de fiscalização, disseminação de informações confiáveis e canais eficazes de denúncia, como a Anvisa, o Procon, a Polícia Civil, o Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) e os próprios fabricantes dos medicamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Renato Porto reforça que é papel de todos – governos, setor privado, profissionais da saúde e cidadãos – atuar no enfrentamento ao mercado ilegal. “Educar a população é essencial, mas também precisamos fortalecer as políticas públicas de controle e fiscalização. A falsificação de medicamentos não pode ser tratada como um crime menor; ela ameaça vidas todos os dias.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O material também alerta para os riscos dos medicamentos legítimos desviados para canais ilegais. Mesmo autênticos, esses produtos perdem sua garantia de segurança e qualidade quando comercializados fora das rotas regulares de distribuição, armazenados de forma inadequada ou vencidos. Nesses casos, o papel do farmacêutico é essencial para orientar o uso seguro e identificar possíveis irregularidades.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Orientações para o consumidor</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as recomendações à sociedade para combater esse problema, estão:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Evitar a automedicação.</li>



<li>Não adquirir medicamentos pelas redes sociais ou sites sem CNPJ.</li>



<li>Informar familiares e amigos sobre os riscos.</li>



<li>Descartar corretamente medicamentos vencidos ou suspeitos em pontos autorizados.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Atitudes individuais como essas ajudam a reduzir a circulação de produtos ilegais e proteger a saúde coletiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para saber mais, acesse gratuitamente neste link a&nbsp;<a href="https://bit.ly/FalsificacaoMedicamentos" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cartilha em formato digital</a>.</p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/cnpc-e-interfarma-lancam-cartilha-sobre-falsificacao-de-medicamentos/">CNPC e Interfarma lançam cartilha sobre falsificação de medicamentos</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Terapia CAR-T de alvo duplo desacelera câncer cerebral agressivo</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/terapia-car-t-de-alvo-duplo-desacelera-cancer-cerebral-agressivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jun 2025 20:51:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[ASCO]]></category>
		<category><![CDATA[Câncer]]></category>
		<category><![CDATA[Oncologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Escola de Medicina da Universidade da Pennsylvania / Foto: iStock Uma abordagem terapêutica com células CAR-T de alvo duplo se mostrou promissora para desacelerar o crescimento tumoral em um tipo notoriamente agressivo e de rápido crescimento de câncer cerebral. Os tumores diminuíram de tamanho após a terapia experimental em quase dois terços dos pacientes. [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Escola de Medicina da Universidade da Pennsylvania / Foto: iStock</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma abordagem terapêutica com células CAR-T de alvo duplo se mostrou promissora para desacelerar o crescimento tumoral em um tipo notoriamente agressivo e de rápido crescimento de câncer cerebral. Os tumores diminuíram de tamanho após a terapia experimental em quase dois terços dos pacientes. Embora os dados de sobrevida ainda estejam sendo coletados, vários pacientes viveram 12 meses ou mais após receberem a terapia em investigação — um resultado notável, dado que a sobrevida típica dessa população é inferior a um ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As descobertas foram apresentadas no Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO) e publicadas simultaneamente na Nature Medicine por pesquisadores do Abramson Cancer Center (ACC) da Universidade da Pensilvânia e da Perelman School of Medicine da Penn.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados ampliam o otimismo gerado por um relatório anterior do mesmo ensaio clínico de fase I publicado no ano passado, além de corroborarem achados semelhantes de outros pesquisadores nos Estados Unidos. O glioblastoma (GBM) é o câncer cerebral mais comum — e mais letal — em adultos, com expectativa média de vida de 12 a 18 meses após o diagnóstico, apesar de décadas de pesquisa intensiva. Mesmo com tratamento agressivo, o câncer reaparece, ou recidiva, em quase todos os pacientes. A sobrevida mediana varia entre 6 e 10 meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ver tumores de GBM recorrente encolherem dessa forma é extraordinário, pois os imunoterápicos testados anteriormente não foram capazes de fazer isso”, disse o investigador principal Dr. Stephen Bagley, professor assistente de Hematologia-Oncologia e Neurocirurgia. “Antes do ensaio, muitos desses pacientes tinham tumores crescendo rapidamente, e o tratamento mudou a trajetória da doença — algo muito significativo para pacientes com GBM.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Terapia CAR-T de alvo duplo desenvolvida na Penn</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A terapia CAR-T é uma forma de imunoterapia personalizada que utiliza as próprias células imunes do paciente para combater o câncer. Embora já tenha tido grande sucesso em cânceres hematológicos, ainda tem dificuldades para avançar no tratamento de tumores sólidos, como os cerebrais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O produto CAR-T utilizado neste estudo, desenvolvido na Penn, é único por mirar dois alvos tumorais ao mesmo tempo: o receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR) e o receptor alfa 2 da interleucina-13 (IL13Rα2). A administração é feita por injeção no líquido cefalorraquidiano. A construção da CAR de alvo duplo foi realizada no laboratório do Dr. Donald M. O’Rourke, professor de Neurocirurgia e diretor do Centro de Excelência para Glioblastoma no Abramson Cancer Center, que também atuou como orientador científico do ensaio.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Redução temporária do tumor na maioria dos pacientes</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo incluiu 18 pacientes com GBM recorrente, que passaram por cirurgia para remover o máximo possível do tumor, seguida da infusão da CAR-T diretamente no líquido cefalorraquidiano. Dos 13 pacientes que ainda tinham pelo menos 1 cm de tumor remanescente após a cirurgia, 8 (62%) apresentaram redução tumoral após a terapia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora em muitos casos os tumores tenham voltado a crescer em um a três meses, houve sinais animadores:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Dois pacientes (11%) permanecem vivos com a doença estável por mais de seis meses.</li>



<li>Entre os 7 pacientes com pelo menos 12 meses de acompanhamento, 3 (43%) ainda estavam vivos após um ano.</li>



<li>Um desses pacientes permanece com doença estável por mais de 16 meses, mesmo com doença avançada e crescimento tumoral rápido na inclusão no estudo.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Os pesquisadores também encontraram indícios de que a terapia permanece ativa no sistema imunológico após a infusão. Em um paciente que passou por nova cirurgia devido à recidiva, foram detectados efeitos positivos da terapia no tecido removido, como infiltração de células T no tumor e eliminação de células tumorais por macrófagos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Amostras de líquor de outros pacientes também mostraram sinais de estimulação imunológica, incluindo um caso com células CAR-T ainda detectáveis um ano após o tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esses resultados confirmam que estamos no caminho certo com a terapia de alvo duplo e que temos uma boa base para aprimorar visando resultados mais duradouros”, disse O’Rourke. “Períodos de estabilidade, quando os tumores encolhem ou não crescem, melhoram significativamente a qualidade de vida do paciente. Nosso objetivo é refinar o tratamento para que mais pacientes experimentem benefícios prolongados.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na próxima etapa do estudo, a equipe planeja testar doses repetidas da terapia, avaliando se isso prolonga o tempo até a progressão tumoral.</p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/terapia-car-t-de-alvo-duplo-desacelera-cancer-cerebral-agressivo/">Terapia CAR-T de alvo duplo desacelera câncer cerebral agressivo</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>13 revelações do Censo inédito sobre autistas e pessoas com deficiência no Brasil</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/13-revelacoes-do-censo-inedito-sobre-autistas-e-pessoas-com-deficiencia-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2025 00:30:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://nuonhealth.com.br/?p=15223</guid>

					<description><![CDATA[<p>Fonte: BBC / iStock- Andreswd O Brasil tem 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que representa 1,2% da população, segundo dados do Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (23/5). Esta é principal descoberta do Censo a respeito dos autistas no [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Fonte: BBC / iStock- Andreswd</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Brasil tem 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com o Transtorno do Espectro Autista (TEA), o que representa 1,2% da população, segundo dados do Censo de 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados nesta sexta-feira (23/5).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta é principal descoberta do Censo a respeito dos autistas no Brasil, porque é a primeira vez que o IBGE fez um levantamento das pessoas com TEA no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi perguntado aos participantes se eles já foram diagnosticados com autismo por algum profissional de saúde.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir das repostas, o instituto concluiu por meio de técnicas de amostragem que a prevalência é maior entre homens (1,5% da população masculina) do que entre as mulheres (0,9% da população feminina).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Censo também aponta que 3,8% dos meninos entre 5 e 9 anos (264 mil meninos) têm diagnóstico de TEA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as meninas da mesma faixa etária, a proporção foi de 1,3% (86 mil). Essa foi a maior prevalência do diagnóstico por faixa etária.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esse percentual mais elevado entre as crianças pode ser devido ao avanço e popularização do diagnóstico de TEA nos anos recentes&#8221;, afirma Raphael Fernandes, analista do IBGE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O número é parecido com a média registrada nos Estados Unidos: 3,2% das crianças até 8 anos diagnosticadas com o transtorno, segundo os mais recentes dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, nas siglas em inglês), divulgados em 2022.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre os americanos, segundo o CDC, o diagnóstico do transtorno é três vezes mais comum nos meninos do que nas meninas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Censo também analisou a frequência da população autista na escola.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir do cruzamento destes dados com o Censo escolar do Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), é possível identificar que cerca de 2% dos alunos matriculados no ensino fundamental regular (que compreende estudantes que têm, em geral, idades entre 6 e 14 anos) foram diagnosticados com autismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Censo aponta que a maioria dos alunos diagnosticados no espectro autista estão no ensino fundamental: 508 mil crianças e adolescentes, o que representa 66,8% das crianças diagnosticadas com TEA no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já no ensino médio (que tem alunos com idades entre 15 e 17 anos em geral), existem hoje 93,6 mil adolescentes diagnosticados com autismo matriculados, representando 1,2% do total de alunos (7,7 milhões).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda sobre educação, o Censo investigou a taxa de escolarização das pessoas autistas. Ou seja, a proporção de pessoas com o transtorno que frequentavam a escola, em qualquer nível de ensino, no momento da pesquisa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento apontou que essa taxa é maior entre os autistas (36,9%) do que na população sem esse diagnóstico (24,3%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Essa diferença se dá porque há uma maior concentração da população com TEA nas idades mais jovens, principalmente entre 6 e 14 anos, e este é o grupo de idade que possui as maiores taxas de escolarização, concentrando mais da metade da população de estudantes com TEA&#8221;, afirma Raphael Fernandes, analista do IBGE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas onde estão os autistas brasileiros? O Censo também trouxe essa resposta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A prevalência de pessoas diagnosticadas com TEA em relação à população foi parecida em todas as regiões do Brasil, segundo o levantamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O índice para quase todas as regiões foi o mesmo da taxa nacional, de 1,2%. Apenas o Centro-Oeste ficou ligeiramente abaixo, com 1,1%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao mesmo tempo, os três Estados mais populosos também foram o que registraram a maior ocorrência de pessoas diagnosticadas com autismo, na seguinte ordem: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No recorte por raça, o IBGE verificou maior prevalência de diagnóstico entre as pessoas que se declararam brancas (1,3%), o que equivale a 1,1 milhão de pessoas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar do percentual entre as pessoas que se declararam como pretas e pardas ser igual (1,1%), em número de pessoas, os autistas são mais pardos do que pretos: 1 milhão de pessoas pardas e 222 mil pretas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a maioria (45,3%) da população do país se declara parda, segundo o Censo, seguida de 43,5% que declararam brancos, 10,2%, pretos, 0,8% indígenas e 0,4% amarelas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esta foi a primeira vez que o IBGE incluiu um questionamento sobre TEA no Censo, em resposta a uma lei aprovada em 2019.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova legislação, sancionada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), partiu da Câmara dos Deputados, e determinou que todos os Censos, a partir de 2019, deverão incluir &#8220;especificidades inerentes ao transtorno do espectro autista&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A inclusão de novos temas num Censo demográfico depende do desenvolvimento das formas de se investigar fenômenos específicos a partir de pesquisas domiciliares&#8221;, explica Luciana Santos, analista do IBGE.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O amadurecimento dos questionários censitários se dá em consonância com as discussões conduzidas pelos organismos de cooperação internacional na área das estatísticas oficiais.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">O TEA se manifesta de uma grande variedade de formas, o chamado espectro autista, e é caracterizado por uma alteração no desenvolvimento cerebral que causa mudanças na comunicação social e comportamentos repetitivos e estereotipados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alterações sensoriais, como o incômodo extremo com certos barulhos ou texturas, e um repertório específico de interesses -— chamado também de hiperfoco -— costumam ser comuns.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Organização Mundial da Saúde (OMS) também inclui como característica do TEA &#8220;interesses ou atividades restritos, repetitivos e inflexíveis, que são claramente atípicos ou excessivos para a idade e o contexto sociocultural do indivíduo&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Por ter um espectro amplo, as habilidades e necessidades das pessoas autistas variam muito. Enquanto algumas pessoas com autismo conseguem viver de forma independente, outras têm deficiências graves, como ausência da fala, e precisam de cuidados e apoio por toda a vida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As estimativas sobre a quantidade de pessoas dentro do espectro autista têm aumentando nos últimos anos. Segundo a OMS, ao menos 70 milhões de pessoas ao redor do mundo têm o transtorno.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Especialistas apontam que a ampliação do espectro e da própria definição de autismo contribuiu para esse aumento de diagnósticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os primeiros estudos que descreveram o transtorno surgiram nas décadas de 1930 e 1940, e eram focados em crianças com muita necessidade de apoio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na década de 1990, quando a síndrome de Asperger foi incorporada aos manuais de diagnóstico, a definição do TEA começou a ser ampliada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pessoas com Asperger passaram a ser consideradas no espectro autista por apresentarem dificuldades sociais e comportamentos repetitivos, embora tivessem linguagem fluente e inteligência preservada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que o Censo revelou sobre pessoas com deficiência</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados do Censo 2022 também traçam um novo retrato dos brasileiros que têm alguma forma de deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa parcela da população foi estimada pelo levantamento em 7,3% do total, um universo de 14,4 milhões de pessoas que têm alguma dificuldade permanente de enxergar, ouvir, se locomover, de coordenação motora ou de funções mentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Esses dados refletem a realidade global. Segundo o Relatório Mundial sobre Deficiência, realizado pela OMS em 2011, cerca de 15% da população vive com algum tipo de deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mulheres são mais propensas a sofrer com algum tipo de deficiência do que os homens e as pessoas idosas mais do que os jovens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentro da população com deficiência recenseadas não estão incluídas, necessariamente, as pessoas diagnosticadas com autismo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para fins jurídicos e na concessão de direitos, no entanto, esses dois universos são equiparados pelas legislações. Para a solicitação de auxílios sociais, por exemplo, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC), tanto pessoas com deficiência, quanto as que foram diagnosticadas autistas têm direito, contanto que comprovem o diagnóstico e tenham renda familiar de até um quarto de salário mínimo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Censo mostrou que as mulheres são maioria entre os brasileiros com deficiência: 8,3 milhões ao todo, em comparação com 6,1 milhões de homens.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Proporcionalmente nas respectivas populações, o índice também foi maior entre as mulheres, com 8,1% da população feminina com alguma deficiência, em comparação com 6,4% da população masculina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento apontou que a incidência de alguma deficiência é maior entre as pessoas com mais de 70 anos. Entre elas, mais de um quarto (27,5%) relatou ter alguma dificuldade permanente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O segundo maior índice foi entre pessoas com idades entre 60 e 69 anos, de 14,4%, seguido por pessoas com 15 a 59 anos, com 5,4%, crianças e adolescentes entre 2 e 14 anos, com 2,2%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No recorte por raça, o Censo mostrou que 44,8% das pessoas com deficiência se declararam pardas, seguidas de 42,1% que se declararam brancas, 12,2% pretas, 0,5% indígenas e 0,4% amarelas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dentre as regiões, o Nordeste apresentou o maior percentual de pessoas com deficiência: 8,6% da população. Depois, vêm as regiões Norte (7,1%), Sudeste (6,8%), Sul (6,6%) e Centro-Oeste (6,5%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Nordeste lidera, inclusive, quando foi medida a incidência de pessoas com deficiência entre a população indígena: 42,4% dos indígenas com deficiência estão nos Estados nordestinos, embora mais da metade da população indígena brasileira viva na Amazônia Legal, região formada pelos Estados do Norte, Mato Grosso e parte do Maranhão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Luciana dos Santos, analista do IBGE, afirma que, como ainda não foram divulgados os dados do Censo 2022 referentes aos rendimentos da população, não é possível cruzar diretamente a incidência de pessoas com deficiência com a renda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Esse cruzamento seria importante para entender como a renda influencia ou está associada à ocorrência de deficiências&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Apesar disso, outras pesquisas e estudos acadêmicas já demonstraram uma forte ligação entre deficiência e pobreza. Essa relação não se limita apenas à pobreza medida pela renda, mas também envolve a pobreza não monetária, mensurada a partir de aspectos como acesso a serviços básicos, educação, saúde e qualidade de vida em geral.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse contexto, ela afirma que a região Nordeste, historicamente marcada por baixos índices de desenvolvimento humano, &#8220;acaba sendo mais vulnerável.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Problemas estruturais, como acesso precário ao saneamento básico e a serviços de saúde afetam diretamente as condições de vida da população. Esses fatores contribuem para o agravamento de situações que podem levar a deficiências ou dificultar o enfrentamento delas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outro número pode corroborar com essa possível relação da deficiência com a pobreza e o acesso a serviços básicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Entre as pessoas com 15 anos ou mais com alguma deficiência, a taxa de analfabetismo foi quatro vezes maior (21,3%) do que entre as pessoas sem deficiência (5,2%).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o IBGE já tenha considerado as pessoas com deficiência em censos anteriores, em 2022 a metodologia mudou e por isso não é possível comparar os dados de agora com os mais antigos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os técnicos perguntaram aos participantes sobre o grau de dificuldade permanente:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; para enxergar (mesmo usando óculos ou lentes de contato);</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; para escutar (mesmo utilizando aparelhos auditivos);</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; para andar ou subir degraus (mesmo utilizando prótese, bengala ou aparelho de auxílio)</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; para e/ou para pegar objetos ou abrir e fechar tampas de garrafas;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; e limitações nas funções mentais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foram consideradas pessoas com deficiência somente aquelas que responderam que não conseguiam de modo algum, ou que tinham muita dificuldade para fazer isso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A maioria das pessoas com deficiência têm dificuldade permanente para enxergar (7,9 milhões). Depois, vêm as dificuldades para andar ou subir degraus (5,1 milhões de pessoas), para pegar pequenos objetos ou abrir e fechar tampas (2,7 milhões), limitações nas funções mentais (2,6 milhões de pessoas) e para ouvir (2,5 milhões de pessoas).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os números destes grupos, quando somados individualmente, ultrapassam o total da população com deficiência porque os entrevistados podem apresentar mais de uma deficiência.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As novas informações divulgadas pelo IBGE contribuem para dimensionar as políticas públicas e os investimentos para ambos os públicos, explica João Paulo Faustinoni, do Grupo de Atuação Especial de Educação (Geduc) do Ministério Público de São Paulo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, no âmbito da educação, campo de atuação do promotor, ele faz uma ressalva sobre os excessos de diagnósticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;É preciso ter cautela com um processo muito preocupante que é a patologização e medicalização da infância, com um crescimento vertiginoso de todos os tipos de diagnósticos&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;A educação inclusiva deveria se desvincular do modelo médico e dos diagnósticos. É importante pensar mais na questão relacional e de interação [das crianças e adolescentes diagnosticados].&#8221;</p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/13-revelacoes-do-censo-inedito-sobre-autistas-e-pessoas-com-deficiencia-no-brasil/">13 revelações do Censo inédito sobre autistas e pessoas com deficiência no Brasil</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Homens são mais vulneráveis às principais causas de doença</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/homens-sao-mais-vulneraveis-a-13-das-20-principais-causas-de-doencas-e-mortes-aponta-estudo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2025 00:28:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Agência Estado / iStock- Brizmaker Homens vivem menos e morrem mais cedo. Mulheres vivem mais, mas passam grande parte da vida com dores crônicas, sofrimento mental e sobrecarregadas devido à jornada tripla, que envolve o trabalho e os cuidados com os filhos e a casa. Essa não é apenas uma impressão popular ou uma [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Agência Estado / iStock- Brizmaker</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Homens vivem menos e morrem mais cedo. Mulheres vivem mais, mas passam grande parte da vida com dores crônicas, sofrimento mental e sobrecarregadas devido à jornada tripla, que envolve o trabalho e os cuidados com os filhos e a casa. Essa não é apenas uma impressão popular ou uma máxima repetida em consultórios – é a conclusão de um novo estudo publicado pela The Lancet Public Health, que analisou os dados do Estudo Global de Carga de Doença de 2021, o maior levantamento já realizado sobre enfermidades e mortalidade no mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Homens têm maior probabilidade de morrer prematuramente</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados mostram que os homens têm maior probabilidade de morrer prematuramente por 13 das 20 principais causas de morte e doenças avaliadas pelos pesquisadores, entre elas covid-19, doenças cardiovasculares, acidentes de trânsito e câncer de pulmão. Já entre as mulheres prevalecem doenças crônicas e não fatais, como dor lombar, transtornos mentais e cefaleias (tanto enxaqueca quanto a dor de cabeça tensional).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo não aborda doenças específicas de gênero, como câncer de mama ou de próstata. O foco dos pesquisadores foi entender as diferenças em condições comuns a todos, mas que afetam homens e mulheres de formas distintas – e, muitas vezes, desiguais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Doenças que matam mais os homens</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O levantamento mostra que os homens responderam por 45% mais casos e mortes por covid-19 em 2021 do que as mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com Marcus Villander, especialista em Clínica Médica e membro da Sociedade Brasileira de Clínica Médica, existem algumas hipóteses bem fundamentadas para justificar a diferença nesse caso. “Do ponto de vista biológico, os homens têm maior expressão do receptor da ECA (presente na superfície de muitas células), que é uma porta de acesso do coronavírus. Isso permite que o vírus entre com mais facilidade nas células deles e induza uma resposta inflamatória mais intensa, tornando a infecção pela covid-19 mais severa”, descreve.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Vale destacar que o mesmo percentual de excesso (ou seja, 45%) é observado nas doenças cardiovasculares, que continuam liderando o ranking global de mortalidade. Outras causas frequentes e evitáveis de morte são acidentes de trânsito, cirrose hepática e câncer de pulmão – sobretudo entre jovens adultos em idade reprodutiva.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o psiquiatra Djacir Figueiredo Neto, do Hospital Moriah, a maior prevalência de óbitos no sexo masculino não pode ser atribuído apenas à biologia. “Além de fatores biológicos, como a menor ação protetora de estrogênio sobre o sistema imune e vascular da mulher, boa parte dessa diferença também se deve à menor procura por serviços de saúde. O homem chega ao diagnóstico mais tarde, muitas vezes com a doença já avançada. Isso amplia a mortalidade e reduz as chances de reabilitação”, observa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A exposição ao risco é maior no público masculino: homens dirigem e bebem mais, se envolvem em mais situações de imprudência e violência. O padrão é o mesmo em várias partes do mundo”, acrescenta a cardiologista Maria Cristina Izar, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (Socesp) e integrante do Socesp Mulher, iniciativa que visa promover cuidados específicos à saúde feminina, com foco especial na prevenção de doenças cardiovasculares.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Mulheres vivem (e também sofrem) mais</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se por um lado os homens morrem mais cedo, as mulheres pagam um preço alto por viver mais: elas padecem mais com doenças que não matam, mas geram dor, incapacidade e sofrimento crônico. Entre elas as mais frequentes são dor lombar, ansiedade, depressão, demência e enxaquecas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essas condições refletem uma soma de fatores biológicos e sociais”, avalia Figueiredo Neto. “Há flutuações hormonais ao longo da vida, maior sensibilidade à dor e uma carga mental e emocional imensa associada ao cuidado com filhos, pais, casa, trabalho. Ainda existe uma cultura que exige da mulher múltiplos papéis, mas não oferece suporte proporcional”, pontua o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na prática clínica, essas doenças são reais e frequentes, informa Villander. “É o que a gente vê todos os dias no consultório. As mulheres buscam mais atendimento, sim, o que ajuda no diagnóstico, mas também carregam uma sobrecarga mental e física que não é valorizada. Muitas vezes, suas queixas são desqualificadas como ‘exagero’”, comenta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Maria Cristina alerta para a invisibilidade dessas enfermidades nas políticas públicas. “São doenças que não entram nas estatísticas de mortalidade, mas causam sofrimento diário e perda de qualidade de vida. Precisamos ampliar o financiamento e a atenção à saúde mental, à reabilitação e à dor crônica no SUS, especialmente voltado para mulheres”, alertou.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O abismo começa na adolescência</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos achados mais importantes do estudo é que as desigualdades na saúde entre homens e mulheres surgem cedo e se agravam com o tempo. “A adolescência é um divisor de águas. É quando os meninos começam a adotar comportamentos de risco e as meninas já apresentam dor, ansiedade e distúrbios emocionais”, detalha o psiquiatra do Hospital Moriah.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para ele, esse padrão reforça a necessidade de ações educativas nas escolas, com abordagem sensível ao gênero. “Logo, escolas e atenção primária precisam integrar educação em saúde específica de gênero, com programas antitabaco e antiviolência para rapazes e espaços seguros para discussão emocional para moças”, sugere.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Villander compartilha da mesma opinião. “Temos que falar com meninos sobre emoções, autocuidado, e com meninas sobre empoderamento, saúde mental, acesso à informação. Precisamos romper estigmas desde cedo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A resistência masculina ao cuidado</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O senso comum de que “homem não vai ao médico” se confirma no estudo e na fala dos especialistas. “A resistência masculina é real e multifatorial: desde normas de masculinidade que veem o cuidado como fraqueza até o despreparo dos serviços de saúde para acolher esse público”, avalia Maria Cristina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa resistência também compromete o sucesso dos tratamentos. “O homem tende a aderir menos a terapias, abandonar acompanhamento, minimizar sintomas”, completa Villander. “E não podemos culpá-lo individualmente. O sistema precisa ser mais acolhedor, flexível e ativo na busca por essa população.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os três especialistas são unânimes ao afirmar que, para inverter esse quadro, é preciso redesenhar o sistema de saúde com foco em equidade de gênero.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso da saúde dos homens, por exemplo, Maria Cristina ressalta que é necessária a criação de campanhas específicas com linguagem acessível e direta; atendimento em horários ampliados, especialmente para o trabalhador; ter ambientes mais acolhedores, com profissionais capacitados para falar sobre saúde masculina sem julgamento; além da presença de figuras masculinas públicas engajadas no autocuidado, quebrando tabus. “Precisamos de campanhas direcionadas ao público masculino, com linguagem acessível e menos medicalizada”, resume.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para as mulheres, as ações devem ampliar o olhar da saúde feminina para além da gestação e do parto; investir em saúde mental, reabilitação e tratamento da dor crônica; adaptar serviços para mulheres cuidadoras, com horários e estruturas flexíveis; combater o estigma sobre sintomas “invisíveis” como fadiga, dor e tristeza e financiar pesquisas com foco em condições que afetam majoritariamente as mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para Maria Cristina, o estudo representa mais do que um alerta. “É um chamado à ação. Se quisermos um sistema de saúde justo, eficiente e humano, precisamos olhar para essas disparidades com seriedade e agir de forma estratégica e coordenada.”</p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/homens-sao-mais-vulneraveis-a-13-das-20-principais-causas-de-doencas-e-mortes-aponta-estudo/">Homens são mais vulneráveis às principais causas de doença</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Como a IA ajudou a aliviar minha dor nas costas</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/como-a-ia-ajudou-a-aliviar-minha-dor-nas-costas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2025 23:18:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: BBC / Foto: iStock Johnce Quando eu comecei a sentir dor nas costas, em outubro de 2024, a causa não era clara. Talvez tenha acontecido algo enquanto eu levantava meus sobrinhos. Ou, mais provável, que eu tenha me machucado ao levantar a cama para que a minha esposa colocasse um tapete embaixo. Independentemente do [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: BBC / Foto: iStock Johnce</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando eu comecei a sentir dor nas costas, em outubro de 2024, a causa não era clara. Talvez tenha acontecido algo enquanto eu levantava meus sobrinhos. Ou, mais provável, que eu tenha me machucado ao levantar a cama para que a minha esposa colocasse um tapete embaixo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Independentemente do motivo, o excesso de confiança na minha força me rendeu uma lesão na lombar. Dias depois, a dor atingiu meu nervo ciático, na minha perna esquerda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ficar em pé era tranquilo, mas sentar era uma tortura. Para conseguir dormir, eu tinha que colocar um travesseiro debaixo das pernas, tentando conter os choques que eu sentia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No meio de dezembro, eu decidi procurar um médico em Washington, nos Estados Unidos, onde eu moro. Ele fez alguns testes de movimento comigo, me pediu uns exames de raio-X, e me encaminhou para a fisioterapia com um diagnóstico: radiculopatia lombar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Do início da dor até eu começar o tratamento, foram cerca de três meses. Alguns podem considerar um processo relativamente rápido. Ainda assim, é muito tempo para algo tão comum e debilitante como uma dor na lombar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Desde o início de janeiro, vou à clínica uma vez por semana e sou atendido por fisioterapeutas. Falo sobre as dores que eu estou sentindo, recebo uma massagem e faço alguns exercícios e alongamentos. Minha dor ainda não passou, mas finalmente está sob controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Eu quis destacar que vou à clínica porque eu também tenho experimentado um outro de tipo de fisioterapia que está sendo muito usada no Reino Unido: a guiada por inteligência artificial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Minha fisioterapeuta britânica é parcialmente humana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na verdade, trata-se de uma aplicativo com uma série de vídeos gravados por uma fisioterapeuta de verdade, mas operados por inteligência artificial, que personaliza as minhas sessões baseadas nas minhas respostas à uma série de perguntas. Tudo feito pelo celular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O serviço é oferecido pela empresa Flok Health, a primeira clínica de inteligência artificial a ser usada pelo Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS, sigla em inglês). Ele já foi aprovado pela Comissão de Qualidade do Cuidado do país, registrado como prestador de serviços de saúde, e começou a atender pacientes, como eu, no fim de 2024.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O motivo é simples: várias pessoas sofrem com dor na lombar e têm dificuldade para conseguir atendimento. Esse problema afeta cerca de 223 milhões de pessoas no mundo, e é a principal causa de incapacidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Só na Inglaterra, aproximadamente 350 mil pessoas estavam na fila de espera para receber tratamento por causa de problemas musculoesqueléticos em setembro de 2024 — a maior fila de espera do sistema de saúde britânico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o governo do Reino Unido, apenas em 2022, foram perdidos 23,4 milhões de dias de trabalho por causa desses problemas não tratados, gerando um enorme custo econômico, e também humano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A promessa da Flok é começar a atender pacientes imediatamente, aliviando a sobrecarga do NHS e tratar a dor nas costas antes que ela piore.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A missão é nobre, mas eu me pergunto: Será que a inteligência artificial é a solução?</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8216;Fiquei em choque ao ver como é o acesso à saúde para a população&#8217;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de ser médico formado, Finn Stevenson também foi atleta profissional de remo no programa de desenvolvimento olímpico da Grã-Bretanha. Quem já remou sabe que o esporte é um excelente exercício físico, mas pode ser brutal para as costas se a postura não estiver perfeita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto atleta profissional, Stevenson tinha acesso aos melhores médicos e fisioterapeutas para tratar qualquer lesão. Mas quando ele deixou o remo e sua dor nas costas voltou, ele percebeu como era difícil conseguir tratamento como uma pessoa comum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Foi um choque ver como é o acesso à saúde para 99,5% da população&#8221;, disse Stevenson, hoje CEO da Flok.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Em teoria, eu estava bem preparado para lidar com isso. Eu tinha uma formação acadêmica, três anos de fisioterapia profissional. Se eu estava tendo dificuldade, outras pessoas provavelmente também estavam.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Stevenson e Ric da Silva, co-fundador da Flok e hoje chefe de tecnologia, se conheceram quando trabalhavam na CMR Surgical, uma startup britânica onde eles construíam juntos robôs para cirurgias de tecidos moles.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas com a Flok, o objetivo é oferecer tratamento para pessoas que não precisam de cirurgia, focando em casos mais simples e fáceis de tratar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Existem muitas condições em que isso é possível, que você não precisa fazer um raio-X, de trabalho humano ou medicação&#8221;, diz da Silva. &#8220;O que você precisa são 10 minuto de alongamento alguns dias na semana, e isso resolverá seu problema&#8221;, destacou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia é que isso aliviará a carga de trabalho de profissionais de saúde para que eles possam se dedicar a pacientes com problemas mais complexos, que realmente precisam de atendimento especializado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto o boom da inteligência artificial nos últimos anos tem sido impulsionado por avanços em IA generativa, a Flok aposta em outro caminho.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Nós desenvolvemos uma linguagem específica para descrever o raciocínio clínico&#8221;, explica Stevenson.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como não se trata de um robô tipo o ChatGPT, que prevê a próxima palavra de uma sequência, não há o risco da chamada &#8220;alucinação&#8221;, quando os algoritmos inventam informações, algo que gera muita preocupação no uso de IA na medicina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez disso, a IA da Flok funciona mais como um livro de &#8220;escolha sua própria aventura&#8221;, em que há mais de um bilhão de combinações possíveis de intervenções, segundo Stevenson.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O poder da inteligência artificial permite que tudo isso seja entregue de forma integrada.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O software é um modelo de entrega extremamente eficaz quando você sabe exatamente o que quer oferecer — e só precisa fazer isso de maneira mais escalável.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atualmente, a Flok está expandindo suas operações. Seu serviço foi lançado primeiro na Escócia, no fim do ano passado, e recentemente assinou contratos em alguns lugares da Inglaterra.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos próximos 12 meses, Stevenson diz que espera cobrir pelo menos metade do Reino Unido. A empresa também está expandindo as áreas de dor para serem tratadas, como osteoartrite de quadril e joelhos, e saúde pélvica da mulher.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a Flok não está sozinha na tentativa de usar a inteligência artificial para tratar dores musculoesqueléticas. Outro aplicativo que tem ajudado pacientes a controlar dores na lombar e no pescoço é o selfBACK, já testado em clínicas nos Estados Unidos como um complemento nos cuidados tradicionais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com uma abordagem não muito diferente da Flok, o selfBACK analisa quais tratamentos funcionaram bem em pacientes anteriores com condições similares, para então recomendar planos de exercícios personalizados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudos indicam que o aplicativo pode ajudar a reduzir a dor em quem o utiliza. Mas um teste recente mostrou uma taxa de adesão baixa: quase um terço dos participantes do experimento nunca usou o aplicativo, e outro terça o utilizou apenas algumas vezes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Tanto pacientes quanto profissionais concluíram que aplicativo deve ser usado como um complemento ao cuidado tradicional, e não como substituto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Avaliações rigorosas e regulamentação</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ainda assim, pesquisas mostram que aplicativos de saúde com essa proposta são potencialmente promissores para ajudar pacientes a aliviar dores nas costas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas não faltam questionamentos sobre a integração da inteligência artificial na área de saúde de uma forma mais ampla.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Elizabeth A. Stuart, professora do departamento de bioestatística da Universidade de Johns Hopkins, afirma que ferramentas de inteligência artificial voltadas para cuidados com a saúde deveriam passar pelas mesmas avaliações rigorosas que intervenções médicas tradicionais, como regulamentação e revisão por pares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;De certa forma, essas ferramentas de IA não são tão diferentes de outras intervenções em saúde que buscamos entender os efeitos&#8221;, destaca Stuart. &#8220;Precisamos saber quão bem funcionam, se funcionam, e para quem funcionam, com o mesmo rigor que usamos para outras intervenções médicas.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Stuart diz que, embora não seja preciso &#8220;reinventar a roda&#8221; quando falamos de inteligência artificial, é preciso reconhecer que esses sistemas continuam evoluindo mesmo depois de serem implementados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Algumas ferramentas de IA são, de certa forma, auto-adaptáveis&#8221;, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ela compara essas ferramentas com as vacinas contra a gripe, que passam por um processo de avaliação todos anos para garantir que estejam alinhadas com as cepas virais mais recentes. No entanto, segundo ela, ferramentas de IA às vezes funcionam como uma &#8220;caixa-preta&#8221;, tomando decisões que nem sempre são claras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Atendimento &#8216;mais acessível e eficiente&#8217;</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pranav Rajpurkar, professor assistente de Informática Biomédica na Harvard Medical School, afirma ver potencial nos aplicativos de IA que ajudam a fazer triagem de pacientes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;O que é contraintuitivo é que a colaboração forçada entre inteligência artificial e clínicos muitas vezes tem desempenho inferior ao de uma divisão clara de tarefas&#8221;, diz.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Quando médicos e a IA analisam os mesmos casos lado a lado, a precisão dessa combinação às vezes mal supera a dos médicos sozinhos. Separar bem as responsabilidades evita esse tipo de problema.&#8221;</p>



<p class="wp-block-paragraph">No caso da Flok, a empresa conta com fisioterapia profissionais que aparecem nos vídeos assistidos pelos pacientes, mas que também ficam disponíveis para responder dúvidas depois das sessões guiadas por IA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Rajpurkar acredita que, eventualmente, &#8220;nós vamos passar de ferramentas de inteligência artificial especializadas para sistemas médicos generalistas de IA, capazes de lidar com múltiplas tarefas em diferentes domínios&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa é justamente a abordagem que ele está desenvolvendo em sua própria companhia, a2z Radiology AI, que cria ferramentas analíticas baseadas em inteligência artificial para radiologistas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Os sistemas que terão sucesso não serão aqueles que afirmam &#8216;substituir médicos&#8217;, mas aqueles que redistribuem o trabalho clínico de forma inteligente para fazer o atendimento mais acessível, eficiente e humano&#8221;, afirma Rajpurkar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como é fazer uma sessão de fisioterapia com IA?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando eu abro o aplicativo da Flok, sou cumprimentado pela Kirsty, minha fisioterapeuta. Ela aparece em um cenário minimalista, com todos os elementos típicos de uma instrutora de yoga: roupa de treino, tapete de exercício, uma cadeira de escritório e uma planta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ele faz algumas perguntas sobre mim e minhas dores, e eu respondo clicando em opções de múltipla escolha. Cada resposta leva a uma nova pergunta ou instrução.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na nossa primeira sessão de 20 minutos, Kirsty me pediu para alongar em diferentes posições — seguindo cuidadosamente o que ela fazia na tela. Ela me passou alguns alongamentos e exercícios para praticar na semana, me aconselhando a não forçar demais nem fazer nada que me causasse desconforto.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Foi uma experiência bem diferente da que eu tenho com a equipe de fisioterapeutas da clínica que frequento nos Estados Unidos. Com frequência, eles corrigem minha postura e avisam quando estou fazendo algo errado. A grande diferença aqui é que Kirsty não consegue me ver. Os vídeos gravados não acompanham os meus movimentos e alongamentos. Ela depende totalmente de mim, que eu siga as instruções corretamente e avise se algo estiver errado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No fim da sessão, há a opção de deixar uma mensagem de voz para um fisioterapeuta de verdade, que responde às minhas perguntas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não vou negar que minhas costas melhoraram depois das sessões de fisioterapia da Flok, mas não acho que o aplicativo é para mim. Sou desajeitado e não tenho muita coordenação, e sinto falta de ter alguém observando meus movimentos o tempo todo, caso contrário, posso me machucar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A capacidade de observar os pacientes e dar feedbacks sobre as posturas pode ser algo que a AI venha a oferecer no futuro, mas, até lá, continuarei com os humanos.</p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/como-a-ia-ajudou-a-aliviar-minha-dor-nas-costas/">Como a IA ajudou a aliviar minha dor nas costas</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Dia Mundial da Hipertensão: doença atinge 30% dos adultos</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/dia-mundial-da-hipertensao-condicao-atinge-30-dos-adultos-no-brasil/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2025 23:12:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://nuonhealth.com.br/?p=15184</guid>

					<description><![CDATA[<p>Fonte: Agência Brasil / Foto: Divulgação &#8211; Governo do Paraná O Dia Mundial da Hipertensão, celebrado em 17 de maio, chama a atenção para os riscos desta doença silenciosa, que afeta órgãos vitais e está entre as principais causas de complicações cardiovasculares. Estudo do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), vinculado ao Ministério da Saúde, mostra [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Agência Brasil / Foto: Divulgação &#8211; Governo do Paraná</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Dia Mundial da Hipertensão, celebrado em 17 de maio, chama a atenção para os riscos desta doença silenciosa, que afeta órgãos vitais e está entre as principais causas de complicações cardiovasculares. Estudo do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), vinculado ao Ministério da Saúde, mostra que pessoas com 60 anos ou mais apresentam maior propensão a desenvolver hipertensão arterial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Informações da pesquisa da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), divulgadas em 2023, estimam que cerca de 30% da população adulta brasileira viva com hipertensão. O levantamento revela ainda que a prevalência é maior entre as mulheres nas capitais brasileiras, com 29,3% dos diagnósticos, enquanto os homens correspondem a 26,4%.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A cardiologista Poliana Requião, docente do Instituto de Educação Médica (Idomed), informa que a prevalência aumenta com a idade e em pessoas acima de 60 anos há entre 50% e 60% de pacientes hipertensos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A data reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce em todas as faixas etárias. “Apesar de a incidência da doença aumentar com a idade, isso não impede que jovens — e até mesmo crianças &#8211; sejam afetados”, diz a cardiologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A hipertensão arterial é caracterizada pelo enrijecimento das paredes das artérias — um processo lento, que na maioria das vezes se desenvolve sem apresentar sintomas até estágios mais avançados da doença. Segundo a cardiologista, diversos fatores podem contribuir para o surgimento do quadro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Trata-se de uma condição sistêmica que pode comprometer diferentes órgãos. No coração, por exemplo, pode provocar aumento do tamanho do órgão (hipertrofia) e, posteriormente, levar ao enfraquecimento da musculatura cardíaca, resultando em insuficiência cardíaca. Além disso, a doença é considerada o principal fator de risco para infarto, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência renal, que pode evoluir para a necessidade de hemodiálise.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A hipertensão pode matar. Segundo dados do Ministério da Saúde de 2017, 388 pessoas morrem por dia no Brasil relacionadas direta ou indiretamente à hipertensão”, afirma Poliana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar de ser, na maioria dos casos, uma doença silenciosa, a hipertensão pode apresentar alguns sinais. “Dor de cabeça, náuseas, tontura, falta de ar, intolerância ao exercício, alterações visuais ou até disfunções eréteis podem surgir como sintomas”, alerta a médica. A especialista ressalta que, justamente por ser assintomática na maioria dos casos, a hipertensão pode passar despercebida por longos períodos, o que dificulta o diagnóstico precoce.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Se tem antecedente familiar de hipertensão, deve-se redobrar os cuidados”, acrescenta Poliana. A aferição regular da pressão arterial é uma medida simples, mas essencial para levantar suspeitas e permitir a investigação adequada, prevenindo complicações causadas pela pressão elevada ao longo do tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para evitar complicações mais graves, como infarto, AVC ou insuficiência renal, a médica orienta que os pacientes diagnosticados com hipertensão adotem cuidados contínuos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo a nutricionista e coordenadora de Nutrição e docente da Universidade Estácio de Sá, Anete Mecenas, a dieta Dash (Dietary Approach to Stop Hypertension) é considerada um padrão alimentar saudável, sendo preconizada para o controle da hipertensão arterial, que consiste no adequado consumo de frutas, verduras, legumes, produtos lácteos com baixo teor de gordura, cereais integrais, peixes, aves, castanhas, amêndoas, nozes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a nutricionista, um ensaio clínico avaliou adultos norte-americanos, que evidenciou que o consumo da dieta DASH resultou em aumento na ingestão de nutrientes que podem contribuir para redução da hipertensão, como potássio, magnésio, cálcio, selênio, compostos fenólicos, fibras alimentares.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A obesidade é uma doença que vem crescendo consideravelmente no país. Atualmente 55% da população brasileira tem excesso de peso. E a hipertensão é uma das comorbidades que estão associadas à obesidade. Normalmente pacientes obesos na faixa de 40- 45 anos também tem hipertensão”, comenta a nutricionista.</p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/dia-mundial-da-hipertensao-condicao-atinge-30-dos-adultos-no-brasil/">Dia Mundial da Hipertensão: doença atinge 30% dos adultos</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Vigilantes do Peso pedem falência após popularidade de medicamentos emagrecedores</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/popularidade-de-remedios-para-emagrecer-faz-vigilantes-do-peso-pedir-falencia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 May 2025 21:10:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: BBC &#124; Fonte: Freepik A WeightWatchers, conhecida no Brasil como Vigilantes do Peso, entrou com pedido de falência nos Estados Unidos, em meio a dívidas e à forte concorrência de medicamentos para emagrecimento, como Ozempic e Mounjaro. A empresa de mais de 60 anos, que ficou conhecida pelos programas de dieta, encerrou suas atividades [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: BBC | Fonte: Freepik</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A WeightWatchers, conhecida no Brasil como Vigilantes do Peso, entrou com pedido de falência nos Estados Unidos, em meio a dívidas e à forte concorrência de medicamentos para emagrecimento, como Ozempic e Mounjaro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa de mais de 60 anos, que ficou conhecida pelos programas de dieta, encerrou suas atividades no Brasil no fim do ano passado, depois de cinco décadas operando no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O atual processo judicial prevê que US$ 1,15 bilhão da dívida da empresa seja anulada enquanto ela discute novos termos para pagar seus credores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A WeightWatchers informou que vai permanecer &#8220;totalmente operacional&#8221; durante o processo, &#8220;sem impacto para os membros&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Isso acontece após a ascensão meteórica da popularidade das injeções de medicamentos para perda de peso, que a empresa classificou como um &#8220;cenário em rápida mudança no setor de controle de peso&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Por mais de 62 anos, a WeightWatchers tem capacitado milhões de membros a fazer escolhas saudáveis e bem informadas, mantendo-se resiliente conforme as tendências surgiam e desapareciam&#8221;, afirmou a CEO da companhia, Tara Comonte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os planos têm &#8220;o apoio esmagador de nossos credores&#8221;, ela acrescentou.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em comunicado, a empresa disse que seu programa de perda de peso, sistema de &#8220;telessaúde&#8221; e workshops de perda de peso vão continuar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A companhia prometeu que estava &#8220;aqui para ficar&#8221;, e afirmou que não estava saindo do mercado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A empresa declarou que tinha uma &#8220;quantidade significativa de dívidas em seu balanço patrimonial, algumas das quais datam de décadas atrás&#8221; — e que o pedido de falência permitiria a reestruturação de seu balanço patrimonial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Alguns clientes receberiam notificações judiciais como parte do processo, mas não precisariam tomar nenhuma providência, acrescentou a companhia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A WeightWatchers começou como uma reunião semanal de um grupo de apoio à perda de peso com 400 participantes, e acabou ganhando milhões de membros ao redor do mundo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mas a demanda por seus programas caiu enquanto a popularidade de medicamentos para perda de peso, como Wegovy e Zepbound, aumentou — embora a marca venda medicamentos para emagrecer como parte de seus programas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em fevereiro, Comonte disse que a WeightWatchers poderia ajudar as pessoas que buscam uma perda de peso &#8220;sustentável&#8221; após a interrupção do uso dos medicamentos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Ao mesmo tempo, a WeightWatchers está em um período de transição significativa à medida que navegamos pelas mudanças do setor e reposicionamos nosso negócio para um crescimento de longo prazo&#8221;, afirmou ela, na ocasião.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A companhia registrou um prejuízo líquido de US$ 346 milhões no ano passado, enquanto sua receita proveniente de assinaturas caiu 5,6% em comparação com o ano anterior.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na terça-feira (6/5), a empresa informou que a receita das assinaturas caiu 9,3% nos três primeiros meses de 2025 — embora seus negócios na área clínica, que incluem medicamentos para perda de peso, tenham registrado um aumento de mais de 57% na receita.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O passivo total da marca, de US$ 1,88 bilhão, é maior do que o valor de seus ativos. A companhia disse que &#8220;espera que [o] plano de reestruturação seja confirmado em aproximadamente 40 dias, e que emerja como uma empresa de capital aberto&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A WeightWatchers mudou seu nome para &#8220;WW&#8221; em 2018, à medida que passou a se concentrar na promoção da saúde além da perda de peso.</p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/popularidade-de-remedios-para-emagrecer-faz-vigilantes-do-peso-pedir-falencia/">Vigilantes do Peso pedem falência após popularidade de medicamentos emagrecedores</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Mulheres inférteis têm maior risco de doenças cardiovasculares após concepção assistida</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/mulheres-com-historico-de-infertilidade-tem-maior-risco-de-doencas-cardiovasculares-apos-concepcao-assistida/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 May 2025 21:08:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Sociedade Europeia de Endocrinologia &#124; Fonte: Freepik Mulheres que enfrentam infertilidade têm maior probabilidade de desenvolver problemas no coração e nos vasos sanguíneos ao longo da vida, sendo que o risco é ainda maior entre as mais jovens e aquelas que se submetem a tratamentos de fertilidade. Os achados, apresentados no 1º Congresso Conjunto [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Sociedade Europeia de Endocrinologia | Fonte: Freepik</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Mulheres que enfrentam infertilidade têm maior probabilidade de desenvolver problemas no coração e nos vasos sanguíneos ao longo da vida, sendo que o risco é ainda maior entre as mais jovens e aquelas que se submetem a tratamentos de fertilidade. Os achados, apresentados no 1º Congresso Conjunto entre a Sociedade Europeia de Endocrinologia Pediátrica (ESPE) e a Sociedade Europeia de Endocrinologia (ESE), destacam a importância de considerar o histórico reprodutivo da mulher ao avaliar sua saúde cardiovascular a longo prazo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Estima-se que aproximadamente uma em cada seis pessoas em idade reprodutiva no mundo enfrentará infertilidade ao longo da vida. O tratamento da infertilidade frequentemente envolve fertilização in vitro (FIV) e outras formas de tecnologia de reprodução assistida (TRA). Embora estudos anteriores já tenham sugerido que a infertilidade pode ser um marcador precoce de risco cardiovascular, os dados ainda são conflitantes e nenhuma revisão abrangente avaliou amplamente o impacto da reprodução assistida na saúde cardiovascular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Neste estudo, pesquisadores da Universidade Nacional e Kapodistriana de Atenas analisaram 21 estudos envolvendo 178.828 mulheres com infertilidade e 3.398.781 mulheres sem problemas de fertilidade. Os pesquisadores constataram que mulheres com infertilidade têm um risco 14% maior de desenvolver condições que afetam o coração ou os vasos sanguíneos, um risco 17% maior de doença cardíaca e um risco 16% maior de AVC, em comparação com mulheres sem histórico de infertilidade. Além disso, o risco de doença cardiovascular aumentou em 20% entre mulheres mais jovens com infertilidade, especialmente aquelas com menos de 40 anos, e em 4% entre aquelas que se submeteram a tratamentos com tecnologia de reprodução assistida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esta é a maior meta-análise a examinar não apenas a possível ligação entre o histórico de infertilidade e o risco cardiovascular em mulheres, mas também o impacto das tecnologias de reprodução assistida na probabilidade de eventos cardiovasculares futuros”, afirmou a pesquisadora principal, Dra. Elena Armeni. “Ao reunir dados de vários estudos, nosso trabalho acrescenta evidências robustas a um campo em expansão e sugere que a infertilidade pode ser um sinal de alerta precoce para problemas cardíacos futuros.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Dra. Armeni acrescentou: “Reconhecer a infertilidade como um possível marcador precoce de doença cardiovascular pode ajudar os médicos a identificar mulheres que precisam de um acompanhamento mais próximo ou de estratégias preventivas ainda na juventude. Isso também levanta questões importantes sobre os efeitos a longo prazo de tratamentos de fertilidade como as tecnologias de reprodução assistida.”</p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/mulheres-com-historico-de-infertilidade-tem-maior-risco-de-doencas-cardiovasculares-apos-concepcao-assistida/">Mulheres inférteis têm maior risco de doenças cardiovasculares após concepção assistida</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Plataformas devem remover propagandas de cigarros eletrônicos</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/plataformas-devem-remover-propagandas-de-cigarros-eletronicos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 May 2025 21:54:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Agência Brasil / Foto: iStock -danchooalex As plataformas digitais YouTube, Instagram, TikTok, Enjoei e Mercado Livre foram notificadas pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça e Segurança Pública para que removam em até 48 horas os conteúdos que promovam ou comercializem cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, e outros produtos derivados de [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Agência Brasil / Foto: iStock -danchooalex</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">As plataformas digitais YouTube, Instagram, TikTok, Enjoei e Mercado Livre foram notificadas pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) do Ministério da Justiça e Segurança Pública para que removam em até 48 horas os conteúdos que promovam ou comercializem cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, e outros produtos derivados de tabaco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os sites de comércio eletrônico foram notificados nesta terça-feira (29) e o prazo para banir os anúncios se encerra nesta quinta-feira (1º). As empresas devem, também, reforçar os mecanismos de controle para evitar novas publicações desse tipo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No Brasil, a proibição da venda destes produtos foi mantida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As resoluções RDC nº 46/2009 e RDC nº 855/2024 da agência reguladora vetam a fabricação, a importação, a propaganda e a venda de cigarros eletrônicos em todo o território nacional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota, o secretário Nacional do Consumidor, Wadih Damous, afirmou que os perigos da comercialização de cigarros eletrônicos no Brasil.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Publicações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um levantamento validado pelo Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual (CNCP), vinculado à Senacon, identificou 1.822 páginas ou anúncios ilegais relacionados a cigarros eletrônicos nas plataformas notificadas. As contas dos vendedores e de influenciadores irregulares, juntas, somam quase 1,5 milhão de inscritos, que são alcançados com essas propagandas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com o levantamento:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Instagram tem 1.637 anúncios (88,5%),</li>



<li>YouTube, 123 anúncios (6,6%);</li>



<li>Mercado Livre, 44 anúncios (2,4%);</li>



<li>O TikTok e o Enjoei também foram notificados pela Senacon, mesmo com menor volume de ocorrências.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Em nota, o secretário-executivo do colegiado, Andrey Correa, disse que há a necessidade de constante alinhamento das plataformas digitais na luta contra o comércio ilegal.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Outras ações</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Não é a primeira vez que o governo determina a suspensão das vendas de produtos deste tipo proibidos no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No início de abril, a Senacon notificou a plataforma Nuvemshop para remover lojas virtuais que comercializavam ilegalmente pacotes de nicotina (snus), outro produto derivado do tabaco com venda proibida no país.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Enjoei</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da notificação para remover imediatamente conteúdos que promovam ou comercializem cigarros eletrônicos, o site Enjoei esclareceu à Agência Brasil que sua política já proíbe anúncios dessa natureza e reforçou o monitoramento e a exclusão de publicações indevidas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No posicionamento, a plataforma de e-commerce listou as ferramentas adotadas: o bloqueio automático à publicação de anúncios com características de ilicitude e opções de denúncia dentro do site e do aplicativo.</p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/plataformas-devem-remover-propagandas-de-cigarros-eletronicos/">Plataformas devem remover propagandas de cigarros eletrônicos</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Medicina reprodutiva tem projeção de crescimento expressiva</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/medicina-reprodutiva-tem-projecao-de-crescimento-expressiva/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 May 2025 21:50:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://nuonhealth.com.br/?p=15137</guid>

					<description><![CDATA[<p>Fonte: DINO / Freepik A taxa de crescimento anual do setor de medicina reprodutiva do Brasil, entre 2023 e 2026, está prevista em 23%, de acordo com dados de uma pesquisa feita pela Redirection International e divulgada pela Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA). O estudo mostrou que em 2023 o mercado de medicina reprodutiva [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: DINO / Freepik</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">A taxa de crescimento anual do setor de medicina reprodutiva do Brasil, entre 2023 e 2026, está prevista em 23%, de acordo com dados de uma pesquisa feita pela Redirection International e divulgada pela Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo mostrou que em 2023 o mercado de medicina reprodutiva no Brasil movimentou R$1,3 bilhão e deve ultrapassar os R$3 bilhões em 2026. Na publicação, a SBRA também destacou a posição de liderança do país em fertilização in vitro (FIV) na América Latina, já revelada pela Rede Latino-Americana de Reprodução Assistida (REDLARA).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Dra. Taciana Fontes, médica especialista em reprodução assistida e ginecologia, com dedicação à saúde reprodutiva feminina da Clínica Bonvena de Medicina Reprodutiva, analisa o cenário e afirma que o crescimento reflete uma combinação de fatores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O aumento se deve à maior disseminação de informação, ao avanço das técnicas de fertilização, a ampliação do acesso e maior busca por tratamentos de reprodução assistida por casais que enfrentam infertilidade, mulheres que optam por postergar a maternidade e casais homoafetivos”, pontua a especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Dr. David Barreira, médico especialista em Reprodução Humana, ressalta que o crescimento do setor gera otimismo e, ao mesmo tempo, consciência dos desafios que acompanham o cenário. “Isso exige maior preparo técnico, ético e emocional das clínicas e profissionais. É uma área da medicina que lida com sonhos, frustrações e decisões complexas. Portanto, o setor deve buscar evolução em qualidade, acolhimento e humanização”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o especialista, os avanços científicos e tecnológicos na área de reprodução assistida contribuem para o crescimento do setor. “Tecnologias como a vitrificação (congelamento ultrarrápido) de óvulos e embriões, o aprimoramento das técnicas de cultivo embrionário, a triagem genética embrionária (PGT-A) e a inteligência artificial (IA) aplicada à seleção de embriões aumentaram significativamente as taxas de sucesso dos tratamentos”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Preservação da fertilidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Dra. Taciana Fontes esclarece que há um aumento na procura por preservação da fertilidade, como congelamento de óvulos e embriões. “Esse movimento é impulsionado por mudanças sociais e comportamentais, como o adiamento da maternidade por motivos profissionais, acadêmicos ou pela ausência de um parceiro ou parceira para dividir o sonho da maternidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme esclarece a ginecologista, as mulheres estão cada vez mais conscientes sobre o declínio natural da fertilidade com a idade e buscam a alternativa como forma de manter aberta a possibilidade de ter filhos no futuro. “O avanço representa além de uma conquista técnica, uma mudança cultural. Falar sobre fertilidade hoje é falar sobre planejamento, autonomia e liberdade de escolha”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com um estudo da Global Market Insights sobre mercado de congelamento de óvulos e bancos de embriões, a faixa etária de 31 a 40 anos foi responsável por uma participação de 45,6% em 2023. O relatório também atribui o crescimento do segmento à tendência crescente de postergar a gravidez devido à estabilidade financeira, às aspirações profissionais e à escolha pessoal das mulheres.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Dr. Carlos Portocarrero Sánchez, ginecologista e obstetra da Clínica Bonvena, assinala que o congelamento de gametas ou embriões pode ser realizado para que a reprodução assistida seja possível em casos de endometriose severa. “As intervenções para que a reprodução assistida seja possível dependem da causa da infertilidade, idade da paciente e associação com outros fatores de infertilidade”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Conforme divulgado pela CNN Brasil, mais de 7 milhões de mulheres no Brasil são afetadas pela endometriose, caracterizada pelo implante de células do endométrio (podendo formar nódulos), tecido que reveste o útero, em outras regiões do órgão e do corpo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 40% das mulheres com endometriose apresentam dificuldade para engravidar.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Inseminação artificial e outros tratamentos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Dr. Carlos Portocarrero Sánchez destaca que a fertilização in vitro (FIV) é o procedimento mais realizado no Brasil, devido sua eficácia em casos mais complexos, como endometriose, fator masculino grave, idade avançada ou falhas em tratamentos anteriores.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A doação de óvulos e sêmen é bastante procurada por mulheres com falência ovariana, idade materna avançada ou casais homoafetivos, que em alguns casos também optam pela recepção de óvulos da parceira (ROPA) e gestação por substituição”, esclarece o ginecologista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o especialista, a inseminação artificial, também conhecida como inseminação intrauterina (IIU), é indicada em casos mais simples, como anovulação leve, fator masculino discreto ou infertilidade sem causa aparente em pacientes com menos de 37 anos. Já o congelamento de óvulos atende pacientes que passaram por quimioterapia tóxica para os ovários ou testículos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Dr. David Barreira lembra que a inseminação artificial é uma técnica de reprodução assistida em que o sêmen é depositado diretamente na cavidade uterina durante o período fértil, aumentando assim as chances de alcançar uma gravidez.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É um procedimento de baixa complexidade, apresenta uma taxa de sucesso entre 10 a 20%, em que as variantes apresentadas pelo casal determinam a possibilidade de a gestação ocorrer. Existem alguns requisitos para saber se tanto a mulher quanto o homem se encontram aptos a optar pela inseminação artificial”, indica o especialista.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De acordo com a especialista Dra. Taciana Fontes para a mulher, é necessário ter ao menos uma tuba uterina normal, pois a fertilização do espermatozóide no óvulo ocorre justamente na tuba. No caso do homem, deve ser verificado se possui sêmen com pelo menos 5 milhões de espermatozoides móveis progressivos para cada ml de sêmen.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para o Dr. Carlos Portocarrero Sánchez, a inseminação artificial deve ser considerada no caso de casais jovens que apresentam causas de infertilidade desconhecidas, pacientes com alterações leves ou moderadas no espermograma, alterações no sêmen, irregularidades na ovulação, alteração no colo do útero, com distúrbios de ovulação, como é comum na Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e em alguns casos de endometriose.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/medicina-reprodutiva-tem-projecao-de-crescimento-expressiva/">Medicina reprodutiva tem projeção de crescimento expressiva</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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