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	<title>Estudos - NuOn Health</title>
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	<description>Consultoria &#38; Acesso em Saúde</description>
	<lastBuildDate>Mon, 02 Jun 2025 12:22:28 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Estudos - NuOn Health</title>
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	<item>
		<title>Câncer de pele avançado tem novas abordagens sugeridas em ensaio com imunoterapia</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/ensaio-com-imunoterapia-sugere-novas-abordagens-para-o-tratamento-do-cancer-de-pele-avancado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jun 2025 21:07:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estudos]]></category>
		<category><![CDATA[ASCO]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Universidade de Pittsburg Em pacientes com um tipo avançado de câncer de pele chamado carcinoma espinocelular cutâneo (cSCC), aqueles que receberam a combinação do medicamento de imunoterapia avelumabe com o agente-alvo cetuximabe apresentaram uma sobrevida livre de progressão quase quatro vezes maior em comparação com os pacientes que receberam apenas avelumabe. Os resultados são [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Universidade de Pittsburg</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em pacientes com um tipo avançado de câncer de pele chamado carcinoma espinocelular cutâneo (cSCC), aqueles que receberam a combinação do medicamento de imunoterapia avelumabe com o agente-alvo cetuximabe apresentaram uma sobrevida livre de progressão quase quatro vezes maior em comparação com os pacientes que receberam apenas avelumabe. Os resultados são de um estudo fase 2 apresentado no congresso da American Society of Clinical Oncology (ASCO) e publicado simultaneamente no Journal of Clinical Oncology.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É uma honra e uma grande responsabilidade desenvolver ensaios clínicos que possam representar opções reais para nossos pacientes”, disse o autor principal e coordenador do estudo, Dan Zandberg, M.D., professor associado de medicina na Universidade de Pittsburgh e co-líder da oncologia médica no programa de câncer de cabeça e pescoço do UPMC Hillman Cancer Center.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Minha esperança é que os aprendizados deste estudo levem a novas pesquisas que eventualmente incorporem essa combinação baseada em imunoterapia ao tratamento padrão para pacientes com cSCC avançado.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O cSCC é um tipo comum de câncer de pele com cerca de 1,8 milhão de casos diagnosticados por ano nos EUA. Cerca de 95% dos casos são detectados precocemente e podem ser tratados com cirurgia simples. Porém, em casos raros, o paciente desenvolve um cSCC avançado — com tumores localmente avançados que não podem ser removidos cirurgicamente ou doença metastática. Nesse estágio, o prognóstico é ruim, e o tratamento visa apenas prolongar a sobrevida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Zandberg desenvolveu o estudo Alliance A091802 em colaboração com a Alliance for Clinical Trials in Oncology, por meio da National Clinical Trials Network do Instituto Nacional do Câncer (NCI) dos EUA.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ensaio, realizado em nível nacional, incluiu 57 pacientes com cSCC avançado. Dos participantes, 29 receberam a combinação de avelumabe e cetuximabe, e 28 receberam apenas avelumabe. Como o estudo permitia crossover, nove pacientes do grupo do avelumabe, cujos tumores progrediram, migraram para o grupo da combinação.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O avelumabe é um inibidor de checkpoint imunológico que age contra a proteína PD-L1, presente nas células tumorais. Quando o PD-L1 se liga ao receptor PD-1 nos linfócitos T, inibe sua ação de matar as células cancerosas. O avelumabe, assim como outras terapias anti-PD-1/PD-L1, remove esse &#8220;freio&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Já o cetuximabe é um anticorpo monoclonal que age sobre o receptor do fator de crescimento epidérmico (EGFR), importante para o crescimento e a sobrevivência das células tumorais, geralmente superexpresso nas células de cSCC. Estudos anteriores realizados por Robert Ferris, M.D., Ph.D., e seu laboratório no UPMC Hillman ajudaram a revelar esse efeito imunomodulador do cetuximabe.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A lógica da combinação é que o avelumabe tira o pé do freio do sistema imune, enquanto o cetuximabe pisa no acelerador — tentando fazer o sistema imunológico agir mais rápido contra o tumor”, explicou Zandberg. “O mais empolgante é que os resultados sugerem sinergia entre os dois fármacos, e não apenas um efeito aditivo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo mostrou que o desfecho primário de sobrevida livre de progressão (SLP) foi significativamente maior no grupo da combinação: mediana de 11 meses, contra apenas 3 meses no grupo que recebeu avelumabe isoladamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Apesar dos resultados promissores, a combinação não será considerada tratamento padrão neste momento. Isso porque, desde o início do estudo, outras terapias anti-PD-1/PD-L1 — cemiplimabe e pembrolizumabe — foram aprovadas e demonstraram maior eficácia que o avelumabe em estudos com pacientes com cSCC.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, o ensaio representa a primeira comparação prospectiva randomizada entre cetuximabe combinado com bloqueio da via PD-1/PD-L1 e o bloqueio isolado dessa via, seja no cSCC ou em cânceres de cabeça e pescoço — áreas nas quais essa combinação também mostrou potencial. Os dados são valiosos para futuros ensaios clínicos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esses achados destacam os possíveis benefícios da combinação do cetuximabe com terapias anti-PD-1/PD-L1 e reforçam a importância de novos estudos clínicos testando o pembrolizumabe ou cemiplimabe com cetuximabe como formas de melhorar os resultados dos pacientes com cSCC avançado,” afirmou Zandberg.</p>



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		<title>Câncer de mama: estratégia reduz em 56% o risco de progressão</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/troca-precoce-de-tratamento-reduz-em-56-o-risco-de-progressao-do-cancer-de-mama-avancado/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jun 2025 20:59:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estudos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Redação / Foto: iStock Pacientes com câncer de mama avançado HR+/HER2- que mudaram precocemente para o tratamento com o camizestrante — degradador seletivo do receptor de estrogênio (SERD) oral da AstraZeneca — após a detecção de uma mutação no gene ESR1 durante a terapia de primeira linha, apresentaram uma redução de 56% no risco [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Redação / Foto: iStock</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pacientes com câncer de mama avançado HR+/HER2- que mudaram precocemente para o tratamento com o camizestrante — degradador seletivo do receptor de estrogênio (SERD) oral da AstraZeneca — após a detecção de uma mutação no gene ESR1 durante a terapia de primeira linha, apresentaram uma redução de 56% no risco de progressão da doença ou morte.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados vêm do estudo de fase III SERENA-6, o primeiro ensaio registracional a utilizar uma abordagem guiada por DNA tumoral circulante (ctDNA) para detectar precocemente resistência endócrina e mutações em ESR1. Todos os 3.256 pacientes do estudo receberam inicialmente inibidor de aromatase mais um inibidor de CDK4/6. Após a detecção da mutação em ESR1 — antes de haver progressão da doença por imagem — a terapia endócrina de 157 pacientes foi alterada para camizestrante, mantendo-se o mesmo inibidor de CDK4/6. Outros 158 pacientes continuaram com inibidor de aromatase e CDK4/6.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O que esse estudo propõe é uma troca precoce, antes que vejamos progressão por imagem, permitindo que fiquemos à frente da curva e que os pacientes permaneçam na terapia endócrina de primeira linha,” comentou Eleonora Teplinsky, especialista em câncer de mama, ao discutir os resultados antes da apresentação no congresso anual da American Society of Clinical Oncology (ASCO).</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo SERENA-6 já havia sido destacado como positivo em fevereiro, com a combinação de camizestrante e CDK4/6 mostrando uma melhora estatisticamente significativa e clinicamente relevante na sobrevida livre de progressão (SLP) em comparação com o padrão atual de inibidor de aromatase + CDK4/6.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados detalhados na ASCO revelaram uma SLP mediana de 16 meses no braço com camizestrante, comparada a 9,2 meses no grupo controle. A taxa de SLP em um ano foi de 60,7% no grupo do camizestrante, versus 33,4% no grupo controle. Em dois anos, os índices foram 29,7% e 5,4%, respectivamente.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Novo paradigma de tratamento</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">“O camizestrante ainda não foi aprovado pelo FDA, mas esses dados provavelmente abrirão caminho para um novo paradigma terapêutico na primeira linha do câncer de mama avançado HR+/HER2-,” afirmou Teplinsky.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além do benefício em SLP, Susan Galbraith, vice-presidente executiva de P&amp;D em oncologia e hematologia da AstraZeneca, disse que, embora os dados de sobrevida global ainda estejam imaturos, há sinais positivos, e também houve melhora no desfecho secundário de SLP2, com razão de risco de 0,52.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A AstraZeneca também destacou uma redução de 47% no risco de deterioração da qualidade de vida relacionada à saúde no grupo do camizestrante, em comparação com o grupo controle.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Galbraith ressaltou que o tempo mediano até a deterioração foi de 23 meses no grupo camizestrante, contra 6,4 meses no grupo controle. Segundo ela, “um componente importante é o tempo até o início da dor, já que isso impacta muito na qualidade de vida,” especialmente em mulheres com metástases ósseas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O perfil de segurança do camizestrante também se mostrou favorável, com uma taxa de descontinuação de 1,3%, comparada a 1,9% no grupo controle. “Isso reforça o potencial do camizestrante para ser considerado também em tratamento de linhas iniciais, algo que estamos avaliando em dois estudos adjuvantes em andamento,” acrescentou Galbraith.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora o SERENA-6 seja focado em pacientes com mutação ESR1, a AstraZeneca conduz também o SERENA-4, outro estudo de fase III, que avalia camizestrante mais CDK4/6 como terapia de primeira linha em pacientes HR+/HER2-, independentemente da presença de mutação. Os resultados desse estudo estão previstos para o próximo ano.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/troca-precoce-de-tratamento-reduz-em-56-o-risco-de-progressao-do-cancer-de-mama-avancado/">Câncer de mama: estratégia reduz em 56% o risco de progressão</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Obesidade contribui para ansiedade e comprometimento cognitivo, sugere estudo</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/estudo-sugere-que-a-obesidade-contribui-para-a-ansiedade-e-o-comprometimento-cognitivo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Jun 2025 20:48:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estudos]]></category>
		<category><![CDATA[Ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Sociedade Americana de Nutrição / Foto: iStock Com o aumento das taxas de obesidade e ansiedade, uma nova pesquisa sugere que essas duas condições podem estar conectadas por meio de interações entre o intestino e o cérebro. O estudo, conduzido em camundongos, relaciona a obesidade induzida pela dieta com sintomas semelhantes à ansiedade, alterações [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Sociedade Americana de Nutrição / Foto: iStock</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Com o aumento das taxas de obesidade e ansiedade, uma nova pesquisa sugere que essas duas condições podem estar conectadas por meio de interações entre o intestino e o cérebro. O estudo, conduzido em camundongos, relaciona a obesidade induzida pela dieta com sintomas semelhantes à ansiedade, alterações na sinalização cerebral e diferenças na microbiota intestinal que podem contribuir para o comprometimento do funcionamento cerebral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Diversos estudos já apontaram uma ligação entre obesidade e ansiedade, embora ainda não esteja claro se a obesidade causa diretamente a ansiedade ou se a associação é influenciada por pressões sociais”, afirmou Desiree Wanders, PhD, professora associada e chefe do departamento de nutrição da Georgia State University.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Nossas descobertas sugerem que a obesidade pode levar a comportamentos semelhantes aos da ansiedade, possivelmente devido a mudanças tanto na função cerebral quanto na saúde intestinal.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Wanders apresentou os resultados no NUTRITION 2025, o principal encontro anual da Sociedade Americana de Nutrição (American Society for Nutrition), que aconteceu entre 31 de maio e 3 de junho em Orlando, Flórida.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora seja amplamente reconhecido que a obesidade pode levar a condições como diabetes tipo 2 e doenças cardíacas, os impactos potenciais sobre a saúde cerebral ainda são pouco compreendidos. Para investigar as conexões entre obesidade, função cognitiva e ansiedade, os pesquisadores desenvolveram uma série de experimentos utilizando um modelo de camundongo que apresenta muitos dos mesmos problemas relacionados à obesidade observados em humanos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo incluiu 32 camundongos machos. Do 6ª à 21ª semana de vida — período equivalente à adolescência até o início da idade adulta em humanos — metade dos camundongos recebeu uma dieta com baixo teor de gordura, e a outra metade, uma dieta rica em gordura. Ao final desse período, os camundongos alimentados com dieta rica em gordura pesavam significativamente mais e tinham muito mais gordura corporal do que aqueles alimentados com dieta com baixo teor de gordura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nos testes comportamentais, os pesquisadores observaram que os camundongos obesos apresentaram mais comportamentos semelhantes à ansiedade, como o congelamento (uma resposta defensiva dos camundongos diante de uma ameaça percebida), em comparação com os camundongos magros. Esses camundongos também apresentaram padrões de sinalização diferentes no hipotálamo — uma região do cérebro envolvida na regulação do metabolismo — o que pode contribuir para prejuízos cognitivos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, os pesquisadores identificaram diferenças distintas na composição da microbiota intestinal dos camundongos obesos em comparação com os magros. Essas descobertas estão alinhadas com um crescente corpo de evidências que aponta para o papel do microbioma intestinal na regulação do comportamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora reconheça que pesquisas em camundongos nem sempre se traduzem diretamente para seres humanos, Wanders afirmou que os resultados oferecem novos insights que ressaltam a importância de abordar múltiplos sistemas na compreensão e no tratamento de comprometimentos cognitivos relacionados à obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Essas descobertas podem ter implicações importantes tanto para a saúde pública quanto para decisões individuais”, disse Wanders. “O estudo destaca o impacto potencial da obesidade na saúde mental, especialmente no que se refere à ansiedade. Ao entender as conexões entre dieta, saúde cerebral e microbiota intestinal, esta pesquisa pode ajudar a orientar iniciativas de saúde pública voltadas para a prevenção da obesidade e intervenções precoces, especialmente entre crianças e adolescentes.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Wanders também observou que as condições cuidadosamente controladas utilizadas no estudo conferem rigor e credibilidade aos resultados, mas acrescentou que o mundo real é muito mais complexo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Embora nossas descobertas sugiram que a dieta desempenha um papel significativo na saúde física e mental, é importante lembrar que a dieta é apenas uma peça do quebra-cabeça”, afirmou Wanders. “Fatores ambientais, genética, escolhas de estilo de vida e status socioeconômico também contribuem para o risco de obesidade e os desfechos de saúde associados. Portanto, embora esses resultados sejam relevantes, devem ser considerados dentro de uma abordagem mais ampla e multifatorial para entender e lidar com os comprometimentos cognitivos e os problemas de saúde mental relacionados à obesidade.”</p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/estudo-sugere-que-a-obesidade-contribui-para-a-ansiedade-e-o-comprometimento-cognitivo/">Obesidade contribui para ansiedade e comprometimento cognitivo, sugere estudo</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>ASCO25: Dados de remissão apoiam inibidor de MN1 na leucemia</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/asco25-kura-divulga-dados-de-remissao-que-apoiam-inibidor-de-mn1-na-leucemia/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2025 00:33:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estudos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: First World Pharma / iStock- Agustin Vai Após anunciar como um sucesso o estudo de Fase Ib/II KOMET-001 com ziftomenibe no início deste ano, a Kura Oncology agora compartilhou os dados específicos que respaldam o uso do inibidor de MN1 na leucemia mieloide aguda (LMA). A empresa está desenvolvendo o ziftomenibe em parceria com [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: First World Pharma / iStock- Agustin Vai</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Após anunciar como um sucesso o estudo de Fase Ib/II KOMET-001 com ziftomenibe no início deste ano, a Kura Oncology agora compartilhou os dados específicos que respaldam o uso do inibidor de MN1 na leucemia mieloide aguda (LMA). A empresa está desenvolvendo o ziftomenibe em parceria com a Kyowa Kirin.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ensaio com foco regulatório está avaliando uma dose oral de 600 mg uma vez ao dia de ziftomenibe em pacientes com LMA recidivada ou refratária com mutação em NPM1. Em fevereiro, a Kura revelou que o candidato havia atingido o desfecho primário do estudo KOMET-001, o que levou a empresa a iniciar o planejamento de um programa de Fase III em pacientes recém-diagnosticados.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados detalhados do estudo foram divulgados na última quinta-feira à noite, em um resumo publicado antes do congresso da ASCO (Sociedade Americana de Oncologia Clínica). Os resultados chegam em um momento de crescente interesse no campo dos inibidores de MN1, com a Servier licenciando um programa de Fase I/II da empresa chinesa BioNova Pharmaceuticals na sexta-feira.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Taxa e duração de remissão</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A Kura informou que, entre os 112 pacientes que receberam o inibidor de MN1, 28 (25%) apresentaram remissão completa, com recuperação hematológica total ou parcial (RC/RCp), um resultado estatisticamente significativo para o desfecho primário do estudo. A duração mediana da RC/RCp foi de 3,7 meses.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O ziftomenibe também alcançou uma taxa de resposta global (ORR) de 35% (39/112).</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Segurança</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Em relação à segurança, a Kura afirmou que o medicamento oral foi bem tolerado, com 40% dos pacientes apresentando eventos adversos relacionados ao tratamento de grau ≥3, incluindo síndrome de diferenciação, anemia, neutropenia febril e trombocitopenia. Três pacientes descontinuaram o tratamento devido a esses eventos adversos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Estamos encorajados pelo perfil de segurança e tolerabilidade, bem como pela eficácia clínica observada neste subgrupo de pacientes com LMA. A Kura e a Kyowa Kirin estão comprometidas em avançar com a comercialização do ziftomenibe”, disse o CEO Troy Wilson em comunicado da empresa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/asco25-kura-divulga-dados-de-remissao-que-apoiam-inibidor-de-mn1-na-leucemia/">ASCO25: Dados de remissão apoiam inibidor de MN1 na leucemia</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Maior estudo de fase III com tratamento inovador para hipertensão mostra resultados promissores</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/maior-estudo-de-fase-iii-com-tratamento-inovador-para-hipertensao-mostra-resultados-promissores/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2025 00:32:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estudos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Queen Mary University Of London / iStock- Prostock-Studio Os dados do estudo Launch-HTN, anunciados durante o 34º Encontro Europeu sobre Hipertensão e Proteção Cardiovascular, mostram que o lorundrostat, um inibidor da aldosterona sintase, é um tratamento seguro e eficaz para pessoas com hipertensão não controlada ou resistente, demonstrando reduções consistentes da pressão arterial em [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph">Fonte: Queen Mary University Of London / iStock- Prostock-Studio</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os dados do estudo Launch-HTN, anunciados durante o 34º Encontro Europeu sobre Hipertensão e Proteção Cardiovascular, mostram que o lorundrostat, um inibidor da aldosterona sintase, é um tratamento seguro e eficaz para pessoas com hipertensão não controlada ou resistente, demonstrando reduções consistentes da pressão arterial em uma população ampla e diversa de pacientes. Este é o maior ensaio clínico de fase III com um inibidor da aldosterona sintase para o tratamento da hipertensão.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados representam um marco importante rumo à oferta do primeiro tratamento direcionado com inibidor da aldosterona sintase para hipertensão não controlada ou resistente, o que pode beneficiar milhões de pessoas afetadas por essas condições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Dr. Manish Saxena, co-diretor clínico do William Harvey Heart Centre da Queen Mary University of London e especialista em hipertensão do Barts Health NHS Trust, é o investigador principal do estudo. Ele afirmou: “Apesar dos tratamentos disponíveis, mais de 40% dos adultos com hipertensão no mundo não atingem sua meta de pressão arterial. Há uma grande necessidade de explorar novas terapias para hipertensão, e o estudo Launch-HTN atendeu a essa necessidade.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A via da aldosterona desempenha um papel importante na regulação da pressão arterial e está ligada a complicações como insuficiência cardíaca e problemas renais. No Launch-HTN, investigamos a segurança e a eficácia do lorundrostat, que pertence a uma nova classe de medicamentos chamados inibidores da aldosterona sintase, que bloqueiam a produção do hormônio aldosterona pelas glândulas suprarrenais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Launch-HTN é o maior estudo de fase 3 com um medicamento inovador para hipertensão. O lorundrostat foi testado em uma população grande e diversa de pacientes recrutados globalmente, sendo observado que ele apresenta um bom perfil de segurança e reduziu consistentemente a pressão arterial nos grupos avaliados. Uma vez disponível comercialmente, o lorundrostat pode se tornar uma nova opção de tratamento para milhões de pacientes com hipertensão no mundo todo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A hipertensão afeta 1 em cada 3 adultos em todo o mundo e aumenta o risco de doença cardíaca, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cerca de 30% das pessoas com hipertensão apresentam disfunção na regulação da aldosterona, o que significa que o mecanismo natural do corpo para controlar esse hormônio está alterado. Níveis elevados de aldosterona podem causar hipertensão. O lorundrostat foi desenvolvido para reduzir os níveis de aldosterona por meio da inibição da enzima CYP11B2, responsável por sua produção.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Resultados</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O Launch-HTN foi um ensaio clínico global, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, de fase III, que incluiu adultos elegíveis que não alcançaram sua meta de pressão arterial mesmo utilizando de dois a cinco medicamentos anti-hipertensivos. O estudo foi projetado para refletir a prática clínica real, utilizando a medição automatizada da pressão arterial em consultório (AOBP) e permitindo que os participantes continuassem com seus medicamentos habituais.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O lorundrostat 50 mg, administrado uma vez ao dia, demonstrou reduções clinicamente significativas e sustentadas da pressão arterial sistólica, com redução de:</p>



<p class="wp-block-paragraph">•&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 16,9 mmHg na 6ª semana (-9,1 mmHg ajustado por placebo)</p>



<p class="wp-block-paragraph">•&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; 19 mmHg na 12ª semana (-11,7 mmHg ajustado por placebo)</p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/maior-estudo-de-fase-iii-com-tratamento-inovador-para-hipertensao-mostra-resultados-promissores/">Maior estudo de fase III com tratamento inovador para hipertensão mostra resultados promissores</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Estratégia química pode favorecer nova geração de fármacos contra obesidade</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/estrategia-quimica-pode-contribuir-para-nova-geracao-de-farmacos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 May 2025 00:29:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estudos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Agência Fapesp / iStock- Phakphum patjangkata Estudo realizado por cientistas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e colaboradores revelou uma nova estratégia para modificação seletiva de peptídeos bioativos, como os análogos do peptídeo-1 semelhante ao glucagon humano (GLP-1), base de medicamentos como o Ozempic (semaglutida). A proposta do grupo busca melhorar propriedades fundamentais [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Agência Fapesp / iStock- Phakphum patjangkata</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Estudo realizado por cientistas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e colaboradores revelou uma nova estratégia para modificação seletiva de peptídeos bioativos, como os análogos do peptídeo-1 semelhante ao glucagon humano (GLP-1), base de medicamentos como o Ozempic (semaglutida).</p>



<p class="wp-block-paragraph">A proposta do grupo busca melhorar propriedades fundamentais dessas moléculas, como estabilidade, especificidade, seletividade e meia-vida in vivo, abrindo caminho para o desenvolvimento de novos fármacos mais eficazes para doenças como diabetes e obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O Ozempic é fruto de um processo de modificação estrutural de uma molécula naturalmente presente no corpo humano. Uma das principais alterações foi a ampliação da meia-vida – o tempo de permanência da substância no organismo com efeito terapêutico – de poucos minutos para várias horas, possibilitando sua administração em dose semanal. No entanto, a semaglutida e outros fármacos da mesma classe apresentam efeitos colaterais relevantes, como náuseas e perda de massa muscular, o que motiva as pesquisas para o aprimoramento dessas formulações.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O método testado na pesquisa liderada pelo grupo da UFSCar consiste na aplicação de uma ferramenta sintética de vanguarda. Ao explorar a combinação de luz com dois outros catalisadores distintos, foi possível transformar, de forma seletiva, biomoléculas de alto grau de complexidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa foi financiada pela FAPESP por meio de dois projetos (21/06099-5 e 24/09943-0) e seus resultados foram publicados na revista JACS Au, da American Chemical Society.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um dos autores do artigo, José Antônio Campos Delgado, pesquisador da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e bolsista da FAPESP, conta o que foi feito: “Ativamos seletivamente uma ligação nitrogênio-hidrogênio específica no aminoácido triptofano. O método permite formar uma ligação irreversível, introduzindo motivos estruturais incomuns, o que retarda a degradação da molécula no organismo&#8221;, explica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A duração do efeito do fármaco está diretamente relacionada à sua resistência à degradação proteolítica no organismo, que rompe suas ligações químicas e elimina os fragmentos menores, muitas vezes pela urina. A ligação irreversível promovida pelo novo método contribui para retardar esse processo, prolongando a ação terapêutica da molécula.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os resultados do grupo mostram que o método é altamente seletivo e eficiente, capaz de ser concluído em apenas três horas e com baixo custo, características essenciais para a sua futura aplicação em escala industrial.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desafios e próximos passos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Delgado afirma que a estratégia desenvolvida pode ser aplicada também a outros tipos de medicamentos. “Nosso método não se limita ao GLP-1; ele pode ser explorado para modificar uma variedade de peptídeos terapêuticos, abrindo portas para novas classes de medicamentos”, destaca.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os fármacos à base de GLP-1, como o Ozempic, revolucionaram o tratamento do diabetes e vêm sendo cada vez mais investigados para outras condições, como doenças cardiovasculares e neurodegenerativas. Com a nova tecnologia, abre-se a possibilidade de aprimorar essas terapias. Mas ainda há desafios a serem superados antes que esses avanços cheguem ao mercado. A adaptação do método para a produção em escala industrial e a realização de estudos clínicos são etapas fundamentais para validar a segurança e a eficácia dos novos compostos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O líder do grupo de pesquisa, Márcio Weber Paixão, professor e pesquisador da UFSCar, compartilha que ainda há necessidade de investimento para a concretização desses passos futuros. “A próxima etapa é a avaliação aprofundada da atividade biológica dessa molécula. Esses estudos estão sendo realizados com pesquisadores da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo [FMRP-USP]”, conta.</p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/estrategia-quimica-pode-contribuir-para-nova-geracao-de-farmacos/">Estratégia química pode favorecer nova geração de fármacos contra obesidade</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Molécula reverte déficit cognitivo associado ao envelhecimento e à demência em testes com animais</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/molecula-reverte-deficit-cognitivo-associado-ao-envelhecimento-e-a-demencia-em-testes-com-animais/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 May 2025 23:16:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estudos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Agência Fapesp / Foto: Felipe Cabral-Miranda e Ana Paula Bergamo Araujo Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e colaboradores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que uma molécula denominada hevina pode reverter o déficit cognitivo. O estudo, realizado em camundongos, mostrou que essa glicoproteína produzida por células cerebrais (astrócitos) é [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Agência Fapesp / Foto: Felipe Cabral-Miranda e Ana Paula Bergamo Araujo</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e colaboradores da Universidade de São Paulo (USP) descobriram que uma molécula denominada hevina pode reverter o déficit cognitivo. O estudo, realizado em camundongos, mostrou que essa glicoproteína produzida por células cerebrais (astrócitos) é capaz de aumentar as conexões entre os neurônios (sinapses) em roedores envelhecidos (idosos) e em modelos experimentais da doença de Alzheimer.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A hevina é uma molécula bem conhecida e envolvida na plasticidade neural. É naturalmente secretada por células do sistema nervoso central que dão suporte ao funcionamento dos neurônios e são conhecidas como astrócitos. Descobrimos que a superprodução de hevina é capaz de reverter os déficits cognitivos de animais envelhecidos por meio da melhora na qualidade das sinapses nesses roedores”, relata Flávia Alcantara Gomes, chefe do Laboratório de Neurobiologia Celular do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, publicado na revista Aging Cell, teve apoio do Ministério da Saúde, da Fundação Carlos Chagas Filho de Apoio à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e da FAPESP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É importante destacar que ainda existe um longo caminho até que uma molécula envolvida no processo de reversão do déficit cognitivo venha a se tornar um fármaco. Isso porque se trata de um estudo de ciência básica realizado em camundongos. Outro aspecto que deve ser levado em consideração é a necessidade de garantir que esse composto ultrapasse a barreira hematoencefálica (protetora do cérebro) – o que exigiria esforços em desenhar moléculas com essa característica e com o mesmo potencial terapêutico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“É claro que, futuramente, será possível desenhar fármacos que tenham o efeito da hevina. Porém, por ora, o ganho fundamental deste trabalho está em entender mais profundamente os mecanismos celulares e moleculares da doença de Alzheimer e do processo de envelhecimento. A originalidade está em perceber o papel do astrócito nesse processo. Tiramos o foco dos neurônios, dando luz ao papel dos astrócitos, que, como mostramos, também pode ser um alvo para novas estratégias de tratamento para a doença de Alzheimer e o déficit cognitivo”, diz Gomes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hipótese baseada em evidência</p>



<p class="wp-block-paragraph">A partir da observação de dados públicos, os pesquisadores identificaram que os níveis de hevina no cérebro caem em pacientes com Alzheimer quando comparados a indivíduos saudáveis da mesma idade. Com essa informação e utilizando um vetor viral recombinante, o grupo do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ superexpressou a hevina em astrócitos de animais envelhecidos e em animais geneticamente modificados para apresentar um quadro semelhante à doença de Alzheimer (modelo experimental da doença).</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, também foi analisado o conjunto de proteínas produzidas por células do cérebro (proteoma cerebral) desses animais. Ao comparar os roedores com e sem superprodução de hevina, os pesquisadores constataram que 89 proteínas foram expressas de modo diferente. Essa etapa do trabalho foi realizada no Laboratório Multiusuário Redox Proteomics Core, do Centro de Processos Redox em Biomedicina (Redoxoma) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) da FAPESP sediado no Instituto de Química da USP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A sinapse depende de proteínas para liberar um sinal químico de um neurônio para outro. A análise proteômica mostrou que o reforço de hevina nos astrócitos regula diferentes grupos de proteínas envolvidas nas sinapses. Observamos um aumento de sinapses ou, em outras palavras, uma maior aproximação dos neurônios e, por consequência, um melhor desempenho cognitivo”, explica Danilo Bilches Medinas, professor do Departamento de Bioquímica do IQ-USP.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Placas amiloides</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de identificar o potencial da hevina em reverter o déficit cognitivo em roedores por meio de testes comportamentais, os pesquisadores também observaram que a superexpressão da molécula nos astrócitos não influenciou a deposição de placas da proteína beta-amiloide no hipocampo – uma característica da doença de Alzheimer que tem sido o foco de estudos sobre a doença e alvo para o desenvolvimento de fármacos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Para a nossa surpresa, apesar de ocorrer a reversão do déficit cognitivo em animais-modelo da doença de Alzheimer, não houve alteração no conteúdo das placas. Isso realça a complexidade da doença, em termos de ter um mecanismo multifatorial. Isso é ilustrado por indivíduos idosos que, apesar de apresentarem as placas, não têm sintomas da doença”, afirma Felipe Cabral-Miranda, biomédico do Instituto de Ciências Biomédicas da UFRJ e primeiro autor do estudo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Embora ainda não haja consenso entre os pesquisadores, eu trabalho com a hipótese de que a formação das placas beta-amiloide não seja a causa do Alzheimer. E os resultados do estudo, ao mostrar uma prova de conceito de uma molécula que consegue reverter o decaimento cognitivo sem impactar a placa beta-amiloide, corroboram a hipótese de que estas, apesar de participarem dos mecanismos da patologia, não são suficientes para causar Alzheimer”, completa.</p>



<p class="wp-block-paragraph"></p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/molecula-reverte-deficit-cognitivo-associado-ao-envelhecimento-e-a-demencia-em-testes-com-animais/">Molécula reverte déficit cognitivo associado ao envelhecimento e à demência em testes com animais</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<title>Pesquisador da Universidade de Oregon cria ferramenta para desenvolver medicamentos</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/pesquisador-da-universidade-de-oregon-desenvolve-ferramenta-para-desenvolver-medicamentos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 May 2025 21:12:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estudos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Physical Review Letters &#124; Fotos: Freepik Simulações computacionais ajudam cientistas de materiais e bioquímicos a estudar o movimento de macromoléculas, impulsionando o desenvolvimento de novos medicamentos e materiais sustentáveis. No entanto, essas simulações representam um desafio até mesmo para os supercomputadores mais potentes. Um estudante de pós-graduação da Universidade de Oregon desenvolveu uma nova [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Physical Review Letters | Fotos: Freepik</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Simulações computacionais ajudam cientistas de materiais e bioquímicos a estudar o movimento de macromoléculas, impulsionando o desenvolvimento de novos medicamentos e materiais sustentáveis. No entanto, essas simulações representam um desafio até mesmo para os supercomputadores mais potentes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um estudante de pós-graduação da Universidade de Oregon desenvolveu uma nova equação matemática que melhora significativamente a precisão dos modelos computacionais simplificados usados para estudar o movimento e o comportamento de grandes moléculas, como proteínas, ácidos nucleicos e materiais sintéticos como plásticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A descoberta, publicada na revista Physical Review Letters, aprimora a capacidade dos pesquisadores de investigar o movimento de grandes moléculas em processos biológicos complexos, como a replicação do DNA. Isso pode ajudar a compreender doenças relacionadas a erros nessa replicação, levando potencialmente a novas estratégias de diagnóstico e tratamento.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Queremos entender como as moléculas se movem, giram e funcionam”, disse Jesse Hall, doutorando em física que trabalhou com a professora de química e física teórica Marina Guenza no desenvolvimento do novo modelo. “Com essa nova equação, podemos simular complexos proteicos maiores e obter uma compreensão mais profunda de como essas máquinas moleculares funcionam no corpo.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa de Hall avançou em um problema que cientistas da computação enfrentam há mais de 50 anos: como calcular com precisão o atrito que as biomoléculas experimentam em seu ambiente caótico e viscoso.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As biomoléculas — moléculas produzidas por organismos vivos, como as proteínas — estão cercadas por milhares de moléculas de água, além de outras proteínas, ácidos nucleicos e diversos tipos de moléculas. Nesse ambiente, elas estão em constante movimento: dobram, desdobram e se ligam a ácidos nucleicos e outras proteínas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Elas ficam se contorcendo ali, e a mecânica do que fazem é muito importante para entender como funciona a replicação do DNA ou desenvolver medicamentos que atuem em determinado mecanismo”, disse Hall.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em vez de sintetizar amostras físicas para estudo, os cientistas usam modelos computacionais como um laboratório virtual. Isso permite alterar as moléculas analisadas modificando seu código e, assim, estudar os efeitos das mudanças.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Quando se tem um bom modelo simplificado (coarse-grained), é possível simular sistemas grandes”, disse Guenza, coautora do estudo. “Por exemplo, podemos ver como moléculas se movem juntas, se rearranjam, se combinam e funcionam como uma máquina. É possível trocar um aminoácido e observar como a mutação afeta o desempenho biológico das moléculas.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Como os sistemas biomoleculares são muito grandes e complexos, os pesquisadores dependem de modelos matemáticos simplificados, que simulam os movimentos moleculares sem precisar representar cada átomo individualmente. Isso ajuda a reduzir os custos computacionais e acelera os cálculos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo Guenza, a equação de Hall é a primeira a descrever simultaneamente o atrito relacionado tanto às flutuações internas quanto à difusão externa da molécula no fluido. “É uma solução brilhante”, afirmou. “O trabalho de Jesse fornece uma ferramenta altamente precisa que pode ser aplicada a sistemas moleculares simples e complexos, tornando as simulações desses grandes sistemas mais rápidas e precisas.”</p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/pesquisador-da-universidade-de-oregon-desenvolve-ferramenta-para-desenvolver-medicamentos/">Pesquisador da Universidade de Oregon cria ferramenta para desenvolver medicamentos</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Inflamação cerebral por dieta gordurosa atrai células imunes do corpo todo</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/inflamacao-no-cerebro-induzida-por-dieta-rica-em-gordura-atrai-celulas-imunes-de-todo-o-corpo/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 May 2025 21:05:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estudos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Fonte: Ricardo Muniz, Agência FAPESP Diversos estudos já mostraram que o consumo de dieta rica em gordura induz uma resposta inflamatória no hipotálamo, umas das regiões do cérebro. A inflamação ocorre poucos dias após a ingestão excessiva de lipídeos e está associada ao desenvolvimento de doenças metabólicas, como a obesidade. É então que um tipo [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Ricardo Muniz, Agência FAPESP</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversos estudos já mostraram que o consumo de dieta rica em gordura induz uma resposta inflamatória no hipotálamo, umas das regiões do cérebro. A inflamação ocorre poucos dias após a ingestão excessiva de lipídeos e está associada ao desenvolvimento de doenças metabólicas, como a obesidade. É então que um tipo de célula imune residente no cérebro, chamada micróglia, desempenha um papel importante na resposta inflamatória.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em estudo publicado na revista eLife, pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e colaboradores detalharam como as células de defesa são atraídas para o cérebro no contexto de inflamação induzida por dieta hiperlipídica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Neste trabalho, estudamos como o cérebro responde a uma alimentação rica em gorduras, típica das dietas modernas ocidentais, nas quais o consumo de fast-foods e ultraprocessados é bastante frequente”, diz Natália Ferreira Mendes, pesquisadora do Departamento de Medicina Translacional da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No estudo, o grupo descobriu que as micróglias não são as únicas células de defesa envolvidas no processo: outras células imunes, que vêm de fora do cérebro e expressam um receptor chamado CXCR3, também são recrutadas para o cérebro quando consumida uma dieta rica em gorduras. O “reforço” parece ter um papel benéfico, ajudando as micróglias a atenuar o processo inflamatório e prevenindo o desenvolvimento da obesidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Descobrimos esse potencial papel anti-inflamatório dessas células por meio de um experimento em que bloqueamos o recrutamento”, explica Mendes. “As células imunes são atraídas por substâncias secretadas em locais distantes do corpo, onde ocorre a inflamação, e se dirigem rapidamente para lá. Em termos simples, é como se alguém acionasse um spray de perfume em um cômodo distante da sua casa e você fosse direcionado para lá pelo cheiro. O que fizemos foi impedir que esse ‘cheiro’ fosse percebido e, com isso, muitas células não conseguiram chegar ao local inflamado.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Verificou-se então que os animais em que as células de defesa não conseguiram chegar ao hipotálamo ganharam mais peso, acumularam mais gordura e apresentaram piora de vários marcadores metabólicos e bioquímicos. O grupo também conseguiu identificar que as células imunes recrutadas são muito diferentes quando comparados machos e fêmeas, o que pode influenciar como indivíduos de sexos distintos reagem à qualidade da dieta e como o sistema imunológico contribui para o ganho de peso e o desenvolvimento de doenças relacionadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo, assim, ajudou a compreender melhor o papel das células de defesa, a importância do receptor CXCR3 como um sinalizador para que possam chegar até o hipotálamo durante a inflamação e como podem impactar o metabolismo em um contexto de inflamação induzida por dieta.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A dieta utilizada no estudo é rica em gordura, principalmente a saturada, encontrada em alimentos de origem animal, como carnes vermelhas e laticínios, e em alguns alimentos de origem vegetal, como o óleo de coco. Ela tem consistência sólida ou pastosa em temperatura ambiente, o que a torna uma escolha atrativa para a indústria alimentícia, que a utiliza para melhorar a textura, a consistência e a palatabilidade dos produtos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“O consumo dessa dieta aumenta a concentração de ácidos graxos livres no sangue, uma das formas pelas quais a gordura é transportada pelo corpo. Esses ácidos graxos chegam ao hipotálamo, uma área do cérebro que é particularmente vulnerável”, detalha Mendes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diferentemente de outras regiões cerebrais, o hipotálamo faz contato com uma área chamada eminência mediana, que não apresenta barreira hematoencefálica. Tal barreira age como uma “muralha”, protegendo o cérebro de substâncias nocivas presentes no sangue. Na eminência mediana, os vasos sanguíneos possuem &#8220;fenestras&#8221; – grandes poros ou buracos na estrutura dessa muralha – que permitem a entrada de várias moléculas, como os ácidos graxos livres, que rapidamente alcançam o hipotálamo. Além disso, o hipotálamo está localizado ao redor do terceiro ventrículo, uma área por onde circula o líquido cefalorraquidiano. Isso o torna ainda mais vulnerável a oscilações nas concentrações de substâncias desse líquido. Por isso, a ingestão excessiva de gordura é rapidamente detectada pelo hipotálamo e resulta na ativação das micróglias para tentar controlar os danos causados pelos ácidos graxos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando a ingestão elevada de gordura é mantida ao longo do tempo, porém, as micróglias não conseguem manter o controle da situação sozinhas. É aí que entram as células imunes convocadas de outras partes do corpo.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Desdobramentos<br></strong>A partir dos resultados obtidos, várias questões surgem para futuras investigações. Uma das abordagens do estudo foi um mapeamento abrangente do material genético tanto das micróglias quanto das células recrutadas para o cérebro. “Esse tipo de análise gera um banco de dados valioso, que pode ser acessado por pesquisadores de todo o mundo para investigar genes-alvo envolvidos em diferentes condições fisiológicas e patológicas”, afirma a pesquisadora.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Com isso, fornecemos a base para que muitos projetos de pesquisa possam ser desenvolvidos, não apenas para entender melhor o papel das micróglias e demais células imunes recrutadas no contexto da obesidade e da inflamação no hipotálamo, mas também para explorar as diferenças observadas entre fêmeas e machos. Estudar a origem dessas diferenças no material genético – considerando aspectos como programação metabólica, alterações hormonais, efeito dos nutrientes da dieta, entre outros – é um campo que ainda precisa ser explorado em mais detalhes.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mendes ressalva que, embora os achados do grupo sejam pioneiros ao mostrar como as células imunes periféricas que expressam o receptor CXCR3 são atraídas para o cérebro no contexto da inflamação induzida por dieta rica em gordura, ainda existem muitas questões em aberto. “Por exemplo: como essas células recrutadas se comunicam com as células residentes, como micróglias e neurônios, entre outras? Quais são os efeitos de longo prazo do recrutamento dessas células no cérebro? Qual o destino dessas células após atenuar o processo inflamatório? Existem estímulos hormonais/neurais periféricos que ajudam a direcioná-las para o cérebro? Essas questões precisam ser exploradas para que possamos entender completamente os mecanismos envolvidos e desenvolver abordagens terapêuticas mais eficazes”, avalia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">De todo modo, a descoberta de uma via específica de recrutamento dessas células para o cérebro abre uma nova possibilidade terapêutica, com o potencial de desenvolver fármacos para tratar a obesidade e comorbidades associadas, como diabetes tipo 2.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além de Mendes, assinam o paper Licio Augusto Velloso e Eliana Pereira de Araújo, do Laboratório de Sinalização Celular (LabSinCel) do OCRC e supervisores do estudo; Ariane Zanesco, Dayana C. da Silva e Jonathan F. Campos (LabSinCel); Cristhiane Aguiar e Pedro de Moraes-Vieira (Laboratório de Imunometabolismo do Instituto de Biologia da Unicamp); Gabriela Rodrigues-Luiz (Universidade Federal de Santa Catarina); e Niels Olsen Saraiva Câmara (Universidade de São Paulo).</p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/inflamacao-no-cerebro-induzida-por-dieta-rica-em-gordura-atrai-celulas-imunes-de-todo-o-corpo/">Inflamação cerebral por dieta gordurosa atrai células imunes do corpo todo</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Método de aprendizado rápido favorece radioterapia contra câncer de pulmão</title>
		<link>https://nuonhealth.com.br/metodo-de-aprendizado-rapido-favorece-radioterapia-contra-cancer-de-pulmao/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Redação]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 May 2025 21:45:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Estudos]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://nuonhealth.com.br/?p=15119</guid>

					<description><![CDATA[<p>Fonte: Redação / Foto: iStock TTSZ Um novo estudo apresentado no ESTRO 2025, encontro realizado em Viena, Áustria, demonstrou uma abordagem inovadora de aprendizado rápido para avaliar o impacto de modificações no tratamento com radioterapia. Ensaios clínicos tradicionais costumam ser longos e não representam adequadamente as populações de pacientes do mundo real, devido a processos [&#8230;]</p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="wp-block-paragraph"><em>Fonte: Redação / Foto: iStock TTSZ</em></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um novo estudo apresentado no ESTRO 2025, encontro realizado em Viena, Áustria, demonstrou uma abordagem inovadora de aprendizado rápido para avaliar o impacto de modificações no tratamento com radioterapia. Ensaios clínicos tradicionais costumam ser longos e não representam adequadamente as populações de pacientes do mundo real, devido a processos complexos de consentimento e critérios rigorosos de elegibilidade. Em contraste, a nova abordagem oferece uma alternativa mais inclusiva e próxima da prática clínica real.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Pesquisadores do The Christie NHS Foundation Trust, em Manchester, Reino Unido, aplicaram o método em pacientes com câncer de pulmão para avaliar se reduzir a dose na parte superior do coração — uma área considerada de risco — pode melhorar a sobrevida ao minimizar a toxicidade cardíaca associada à radioterapia convencional.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A radioterapia é um tratamento altamente eficaz para o câncer de pulmão, mas o coração frequentemente está próximo ao local do tumor. É essencial minimizar a dose recebida pelo órgão para reduzir o risco de complicações graves. Pesquisas anteriores, usando imagens de planejamento de radioterapia, identificaram a parte superior do coração como uma área particularmente radiossensível em pacientes com câncer de pulmão, sendo que a dose de radiação nessa região foi associada à sobrevida geral.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com base nesses resultados, uma nova técnica de “proteção cardíaca” foi implementada na prática clínica de rotina para enfrentar esse desafio.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“A nova abordagem representa uma mudança em direção a uma pesquisa mais inclusiva, projetada para refletir as realidades da prática clínica cotidiana e garantir que todos os pacientes, não apenas aqueles que atendem a critérios restritos de ensaios clínicos, se beneficiem das inovações em radioterapia,” disse o co-investigador principal Dr. Gareth Price, professor sênior e físico médico da Universidade de Manchester.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Também esperamos que, ao reduzir a exposição cardíaca, possamos melhorar tanto a sobrevida quanto a qualidade de vida dos pacientes.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">O estudo analisou dados de 1.708 pacientes com câncer de pulmão em estágio I–III que receberam radioterapia com intenção curativa entre janeiro de 2021 e fevereiro de 2025:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; O tratamento padrão de radioterapia com intenção curativa foi administrado a 922 pacientes tratados antes de abril de 2023.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8211; A nova técnica de proteção cardíaca foi aplicada prospectivamente a 786 pacientes a partir de abril de 2023, utilizando duas inovações principais:</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp; &#8211; Desenho de estudo inclusivo de aprendizado rápido: essa abordagem permite recrutamento rápido, incluindo todos os pacientes tratados na instituição, a menos que optem ativamente por não participar da coleta de dados.&nbsp;</p>



<p class="wp-block-paragraph">&nbsp; &#8211; Limitação de radiação em uma Área de Evitação Cardíaca (CAA): a dose de radiação em partes sensíveis do coração foi limitada a 19,5 Gy (ou equivalente) ao longo de 20-33 sessões, a menos que essa restrição comprometesse a cobertura adequada do tumor.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os primeiros resultados mostram que o método de aprendizado rápido é altamente inclusivo, já que até o momento todos os pacientes com câncer de pulmão não pequenas células em estágio 1-3 tratados com radioterapia curativa convencional receberam a nova técnica, com apenas 1 dos 786 pacientes optando por não participar do estudo. Os achados iniciais sugerem uma melhora modesta na sobrevida de 12 meses após a implementação do limite de dose na parte superior do coração.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Respostas rápidas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário dos ensaios clínicos tradicionais, que podem levar anos para apresentar resultados, o estudo utilizou um modelo de “aprendizado rápido” para avaliar e adaptar os tratamentos em tempo real, usando dados anônimos de rotina extraídos do prontuário eletrônico. Essa abordagem permite que os pesquisadores ajustem as estratégias de tratamento mais rapidamente, levando inovações eficazes aos pacientes de forma mais ágil.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Esta pesquisa é um exemplo perfeito de como a inovação em radioterapia não envolve apenas tecnologia, mas também a forma como aprendemos, nos adaptamos e oferecemos um cuidado melhor,” disse o Professor Matthias Guckenberger, presidente da ESTRO e chefe do Departamento de Radioterapia do Hospital Universitário de Zurique.</p>



<p class="wp-block-paragraph">“Ela demonstra o poder de combinar tecnologia de ponta com dados do mundo real para tornar a radioterapia mais segura e ainda mais eficaz.”</p><p>The post <a href="https://nuonhealth.com.br/metodo-de-aprendizado-rapido-favorece-radioterapia-contra-cancer-de-pulmao/">Método de aprendizado rápido favorece radioterapia contra câncer de pulmão</a> first appeared on <a href="https://nuonhealth.com.br">NuOn Health</a>.</p>]]></content:encoded>
					
		
		
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